A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu o

A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu o tarifaço imposto durante o governo Trump, que aplicava taxas de 50% sobre produtos brasileiros como café solúvel, uva, mel e pescados. O anúncio foi feito na sexta-feira (20) e pode beneficiar esses setores, que ainda enfrentam taxas elevadas nos EUA apesar de outras categorias terem sido isentas anteriormente.
As decisões anteriores do governo americano, em novembro, suspenderam tarifas para centenas de produtos, incluindo café em grão e carne bovina, que são os principais itens exportados pelo agro brasileiro para os EUA. No entanto, o café solúvel, uva, mel e pescados não estavam entre as isenções e continuavam sujeitos às sobretaxas aplicadas desde 2023.
O café solúvel representa 10% da exportação de café brasileiro para os EUA, onde o Brasil mantém uma presença de mercado desde a década de 1960. A taxa imposta em julho de 40% causou uma redução de cerca de 50% no volume exportado para os EUA nos meses seguintes, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Isso permitiu que a Rússia ultrapassasse os EUA como principal destino do produto.
Em relação à uva, os EUA foram responsáveis por 12% das exportações brasileiras de frutas frescas em 2024, com faturamento de US$ 41,5 milhões. Entre outubro e novembro, as vendas de uvas brasileiras para os EUA caíram 73%. A exclusão da uva da lista de isenções deve-se à grande produção norte-americana prevista para o próximo ano, além da concorrência de Chile e Peru. Exportadores afirmam que a uva destinada aos EUA foi redirecionada para mercados na Europa e América do Sul.
O mel brasileiro enfrenta uma tarifa de 50% nos EUA, além de uma taxa anterior de importação de 8,04%. Os Estados Unidos representam quase 80% das exportações brasileiras de mel natural. Contratos com os EUA garantiam as vendas até dezembro de 2025, segundo a Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis).
Para o setor de pescados, que exporta cerca de US$ 300 milhões anualmente para os EUA, a manutenção das tarifas também impacta comunidades costeiras e ribeirinhas, onde pequenas e médias empresas são predominantes. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a ausência de isenção prejudica a competitividade do produto brasileiro no mercado americano e ressalta a necessidade de negociações bilaterais com foco no setor.
Representantes dos setores afetados ainda avaliam a decisão da Suprema Corte para entender os próximos passos. Enquanto isso, produtores e exportadores buscam estratégias para minimizar os impactos das tarifas e fortalecer a presença brasileira no mercado norte-americano.
A suspensão parcial do tarifaço abre expectativa para um ajuste nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, principalmente para produtos agrícolas que enfrentam barreiras tarifárias. A definição de uma agenda negociada poderá ser fundamental para ampliar a competitividade dos produtos nacionais no exterior.
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Fonte: g1.globo.com
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