O déficit comercial dos Estados Unidos atingiu um novo recorde em 2025, apesar do aumento das tarifas globais promovido pelo presidente Donald Trump em abril, incluindo um reajuste de 10% para o Brasil. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio nesta quinta-feira (19).
No ano passado, o déficit na balança de bens dos EUA chegou a US$ 1,24 trilhão, um leve aumento em relação a 2024. Embora o déficit geral de bens tenha crescido, o déficit específico com a China apresentou redução ao longo do período.
Quando consideradas tanto as mercadorias quanto os serviços, o déficit comercial total dos Estados Unidos apresentou uma queda, passando de US$ 903,5 bilhões em 2024 para US$ 901,5 bilhões em 2025. No entanto, em dezembro, o déficit total aumentou 32,6% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, alcançando US$ 70,3 bilhões.
O aumento no déficit de dezembro foi causado pela queda nas exportações e pelo crescimento das importações. As exportações de suprimentos industriais, incluindo o ouro não monetário, diminuíram, enquanto as importações na mesma categoria aumentaram. Por outro lado, as importações de bens de capital, como acessórios para informática e equipamentos de telecomunicações, apresentaram recuperação em dezembro.
O pacote de tarifas implementado por Trump elevou a tarifa média efetiva dos Estados Unidos ao seu maior nível desde a década de 1930. A redução do déficit comercial com a China ocorreu após uma escalada tarifária entre os dois países no ano passado, incluindo medidas de retaliação mútua, que foram parcialmente atenuadas posteriormente.
Apesar das ações tarifárias e das tensões comerciais, o déficit comercial dos Estados Unidos manteve-se em níveis elevados, indicando que as medidas adotadas não foram suficientes para reduzir significativamente o desequilíbrio na balança comercial.
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Fonte: g1.globo.com
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