O ator brasileiro Wagner Moura comentou, em entrevista

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O ator brasileiro Wagner Moura comentou, em entrevista ao jornal espanhol “El País” em 2026, sobre a situação dos Estados Unidos em relação às políticas de controle migratório do governo de Donald Trump. Durante o evento dos indicados ao Oscar, Moura expressou seu temor ao se deparar com agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement), destacando o risco que eles representam.

Moura afirmou que sua reação diante da injustiça e do autoritarismo pode ser explosiva, mas que o medo da violência por parte do ICE o impede até de agir. Ele citou casos em que agentes do órgão foram responsáveis por mortes, o que aumenta sua apreensão.

O ator, indicado ao Oscar de Melhor Ator por sua performance em “O Agente Secreto”, traçou um paralelo entre os autoritarismos no Brasil e nos Estados Unidos. Moura destacou que tanto no Brasil quanto nos EUA, regimes autoritários costumam atacar artistas, jornalistas e intelectuais como parte de sua estratégia política.

Segundo ele, no Brasil, a extrema direita conseguiu transformar os artistas em inimigos do povo, usando discursos que os associam ao dinheiro público e à manipulação da verdade. Moura apontou que essa narrativa prejudicou a liberdade de expressão e enfraqueceu instituições como universidades e imprensa.

Além disso, o ator ressaltou o papel das redes sociais nesse contexto. Ele afirmou que, há cerca de dez anos, no Brasil, houve uma visão otimista sobre plataformas como o Facebook, que eram vistas como ferramentas para mobilização social e democratização da informação.

Contudo, Moura observou que atualmente é evidente a aliança entre os oligarcas da tecnologia e a extrema direita, o que dificulta a atuação dos grupos progressistas nas redes. Ele reconheceu que os progressistas “perderam a batalha” no ambiente digital, mas defendeu a importância de continuar insistindo e fazendo pequenas desobediências para resistir.

O discurso do ator reflete preocupações atuais sobre autoritarismo, controle migratório e o uso político das redes sociais, temas que têm impacto tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Moura reforça a necessidade de vigilância diante dessas ameaças e a importância da resistência, principalmente em contextos marcados por repressão e censura.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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