Circula nas redes sociais desde 7 de fevereiro um vídeo que mostra um homem vendendo colares para custear o tratamento cardíaco da neta, supostamente órfã após um acidente. A peça é falsa e utiliza cenas manipuladas por inteligência artificial (IA) para enganar usuários.
No vídeo, o homem aparece relatando em português a história da neta, desde a infância até o diagnóstico de uma condição cardíaca, enquanto imagens mostram momentos ao lado da criança e cenas em hospitais. O anúncio direciona para um site onde são vendidos colares artesanais, custando entre R$ 40 e R$ 100, com pagamentos via PIX para uma intermediadora sem identificação clara do destinatário final.
Análises revelaram que as imagens originais do homem foram retiradas de um vídeo publicado em 2022 no TikTok, onde ele fala sobre seu aniversário de 102 anos em inglês. As demais cenas, como da criança, do hospital e da confecção dos colares, foram geradas e adulteradas com tecnologia de IA, identificada por meio da ferramenta SynthID Detector do Google, que reconhece marcas d’água digitais inseridas em conteúdos sintéticos.
A URL do site de vendas é recente, e não há informações legítimas de cadastro comercial, o que indica características comuns a golpes online. O anúncio apela para o emocional e pressiona pelo pagamento imediato, permitindo a transferência via PIX sem verificação do endereço para entrega dos produtos.
Até a noite de quarta-feira (18), a plataforma Fato ou Fake contabilizou 28 versões idênticas do anúncio na Biblioteca de Anúncios da Meta, que reúne dados publicitários das redes Facebook, Instagram e Messenger. Essas propagandas são segmentadas para diferentes públicos com base em critérios como idade, gênero e localização.
A Meta, controladora dessas redes sociais, informou que os golpes desse tipo têm aumentado em volume e complexidade, impulsionados por redes criminosas internacionais. A empresa declarou que intensifica os esforços para combatê-los por meio de tecnologias de reconhecimento facial, aplicação de políticas específicas e ferramentas de segurança para os usuários.
Especialistas alertam que fraudadores vêm usando inteligência artificial para criar vídeos hiper-realistas do zero, sem depender de fontes reais, o que dificulta a identificação de conteúdos falsos apenas pela observação. Ferramentas automáticas, como o SynthID Detector, se tornam essenciais para rastrear essas manipulações.
A divulgação do vídeo falso sublinha a importância da verificação antes de qualquer tipo de doação ou compra pela internet. Organizações e plataformas de checagem de fatos reforçam que mensagens que apelam para a emoção e solicitam pagamentos imediatos devem ser vistas com desconfiança.
O caso demonstra o avanço das fraudes digitais e a necessidade crescente de conscientização dos usuários sobre o uso de dados pessoais, pagamentos eletrônicos e conteúdos gerados por IA nas redes sociais.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

