As ações da companhia aérea Azul registraram queda

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As ações da companhia aérea Azul registraram queda de 36% nesta quarta-feira (data não informada) na bolsa de valores, após anúncio de uma oferta bilionária para reestruturação financeira da empresa. A emissão de novas ações com o objetivo de converter parte das dívidas em capital levou a uma diluição dos atuais acionistas e pressionou os preços dos papéis, que finalizaram o dia cotados a R$ 162,50.

A queda significativa acontece em meio ao processo de recuperação judicial da Azul, que teve o plano de reorganização aprovado pela Justiça americana em dezembro do ano passado. A aprovação permitiu que a empresa avançasse para as próximas etapas da reestruturação financeira, destinadas a reduzir juros e alongar prazos de pagamento.

A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, conhecido como “Chapter 11”, em maio de 2025. O mecanismo é similar à recuperação judicial no Brasil e estabelece condições para reorganização das obrigações financeiras e operacionais da companhia.

Segundo a empresa, a decisão pelo Chapter 11 foi motivada por impactos da pandemia de Covid-19, além de pressões macroeconômicas e setoriais, que elevaram substancialmente o endividamento. A companhia também destacou que enfrentou instabilidade econômica e política no Brasil, o que demandou medidas de reestruturação e captação de recursos desde 2020.

Com a oferta de ações, o capital social da Azul passou a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações. A emissão visa melhorar a saúde financeira da companhia, mas provocou reação negativa do mercado.

Diferentemente de quedas relacionadas a crises operacionais ou escândalos, a desvalorização da Azul está diretamente ligada ao impacto da reestruturação sobre a estrutura de capital da empresa e a percepção dos investidores sobre a diluição das participações.

A reestruturação está em curso desde o início da pandemia e segue como estratégia para a continuidade das operações diante do cenário adverso enfrentado pelo setor aéreo, que inclui aumento de custos e redução na demanda.

A empresa continua operando seus voos regulares para destinos como Araxá e Patos de Minas, mantendo sua malha aérea enquanto implementa as medidas financeiras previstas no plano aprovado pela Justiça americana.

A expectativa da Azul é que a reestruturação possibilite a redução da alavancagem financeira e tenha efeito positivo nos resultados futuros, viabilizando a sustentabilidade operacional no médio e longo prazo.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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