Um grupo de ladrões invadiu uma agência do banco Sparkasse em Gelsenkirchen, Alemanha, no fim de semana após o Natal de 2025, roubando milhões de euros ao abrir mais de 3.000 cofres após furar uma parede com uma furadeira industrial. A polícia ainda não identificou suspeitos e investiga o caso considerado um dos maiores roubos bancários recentes no país.
Os criminosos acessaram a agência por meio de um estacionamento vizinho no bairro de Buer, segundo a polícia local. Eles teriam corrompido uma porta de saída que normalmente não poderia ser aberta externamente. A partir desse acesso, conseguiram burlar sistemas de segurança e abriram um furo de 40 cm na parede que dava entrada à caixa-forte no subsolo do banco.
Acredita-se que o assalto ocorreu entre os dias 27 e 29 de dezembro. Na manhã do dia 27, bombeiros e uma empresa de segurança foram acionados por um alarme de incêndio vindo da caixa-forte, mas não encontraram indícios de incêndio ou danos. A porta de aço do cofre estava trancada e nenhuma anormalidade foi detectada naquele momento.
Os registros eletrônicos do banco indicam que o primeiro cofre foi arrombado às 10h45 do dia 27 e o último às 14h44, mas não há confirmação se todos os cofres foram abertos dentro desse intervalo. Testemunhas relataram ter visto homens carregando sacolas grandes na escadaria do estacionamento na noite do dia 28.
Imagens divulgadas mostram homens encapuzados e dois veículos com placas falsas — um Audi RS 6 preto e um Mercedes Citan branco — no local. O roubo só foi descoberto no começo da manhã de 29 de dezembro, quando um novo alarme de incêndio foi acionado e os bombeiros retornaram à agência, encontrando grande desordem com mais de 500 mil itens espalhados no chão.
O banco informou que o conteúdo dos cofres geralmente é segurado em cerca de 10.300 euros por cliente. Uma parte significativa dos itens roubados inclui dinheiro, joias e ouro. Entre os prejudicados, clientes afirmam ter perdido economias, bens familiares e objetos valiosos. A quantia levada pode chegar a 100 milhões de euros, segundo estimativas da imprensa local.
Alguns clientes relatam dificuldades para comprovar o conteúdo dos cofres, já que nem todos possuem recibos oficiais, o que dificulta a avaliação completa dos prejuízos. O ministro do Interior do estado, Herbert Reul, destacou que o impacto psicológico para as vítimas é grande e que a confiança nas instituições foi abalada.
“Precisamos ajudar as vítimas”, afirmou Reul. Ele também comentou que a insegurança gerada pelo crime afeta a confiança na ordem pública e nas garantias de proteção das propriedades privadas. O chefe da polícia de Gelsenkirchen, Tim Frommeyer, classificou o caso como um dos maiores crimes da história recente da Renânia do Norte-Vestfália.
Desde a descoberta do roubo, as autoridades realizam buscas detalhadas para identificar suspeitos e recuperar os itens roubados. A polícia pede que eventuais testemunhas se apresentem para colaborar com as investigações. Também há questionamentos públicos sobre os sistemas de segurança do banco e a possível participação de pessoas ligadas à instituição.
O caso gerou repercussão política e social. O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) realizou um comício em frente ao banco pouco depois do episódio, o que provocou críticas de quem vê a manifestação como tentativa de gerar tensão local. A revista Der Spiegel interpretou o roubo como um símbolo da percepção de falhas nas promessas de segurança do país e da ausência de responsabilizações efetivas.
Até o momento, nenhum suspeito foi detido, e as investigações continuam em curso. A polícia segue avaliando as imagens e informações coletadas para avançar na identificação dos criminosos e na recuperação dos bens subtraídos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

