O TikTok rastreia a navegação de usuários na internet, mesmo

O TikTok rastreia a navegação de usuários na internet, mesmo aqueles que nunca utilizaram o aplicativo, por meio de uma ferramenta chamada pixel, segundo análises recentes feitas em fevereiro de 2024. A coleta inclui informações sensíveis, como dados de saúde, e ocorre em diversos sites que integram essa tecnologia sem que os visitantes necessariamente saibam.
O pixel do TikTok é uma pequena imagem invisível inserida em páginas da web que permite à plataforma monitorar o comportamento online dos visitantes. Empresas usam esse recurso para entender se anúncios exibirão resultados, mas, conforme revelou a empresa de segurança Disconnect, o pixel atualizado amplia significativamente a quantidade de dados compartilhados, muitas vezes sem consentimento explícito.
O estudo apontou que sites ligados a temas delicados, como câncer, fertilidade e saúde mental, enviaram dados pessoais ao TikTok, incluindo informações como e-mails e indicações de estado de saúde. Essa prática ocorre independentemente de o usuário possuir cadastro ou usar o aplicativo, já que o rastreamento é ativado pela presença do pixel nos sites.
O TikTok, controlado pela empresa chinesa ByteDance, vendeu suas operações nos Estados Unidos em janeiro de 2026, o que gerou mudanças nas práticas de coleta de dados e preocupações sobre privacidade. A empresa afirma que notifica os usuários sobre o uso de dados e oferece ferramentas para controle e exclusão das informações coletadas, além de demandar que os sites respeitem as legislações vigentes.
No entanto, especialistas destacam que o problema transcende o TikTok. Segundo a empresa DuckDuckGo, o rastreador da plataforma está presente em cerca de 5% dos principais sites globais, número menor que concorrentes como Google e Meta, que possuem rastreadores em 72% e 21% dos sites, respectivamente. A coleta desses dados possibilita a exibição de anúncios personalizados, mas também pode expor os usuários a riscos como discriminação e manipulação.
Representantes do TikTok afirmam que as companhias parceiras têm autonomia para configurar quais dados são compartilhados e que o pixel não deve captar informações sensíveis como dados de saúde. A empresa também destaca que oferece opções para que usuários excluam suas informações e ajustem preferências de privacidade.
Para reduzir a exposição ao rastreamento, especialistas recomendam o uso de navegadores que priorizam a privacidade, como DuckDuckGo e Brave, além de extensões bloqueadoras de rastreadores, como Privacy Badger e Ghostery. Alternativas incluem o Firefox e Safari, que oferecem proteção intermediária. Essas medidas dificultam a coleta automática feita por pixels e outras tecnologias.
Mesmo com essas precauções, proteger-se totalmente é desafiador, já que muitos processos ocorrem em segundo plano e diferentes serviços podem cruzar informações para identificar usuários. A sugestão é limitar o uso repetido de dados pessoais em múltiplas plataformas para reduzir a exposição.
A discussão sobre o rastreamento na internet evidencia a necessidade de legislação mais rigorosa para proteger a privacidade dos usuários. Profissionais da área defendem que mudanças efetivas dependerão da pressão social sobre os legisladores para que adotem normas claras e fiscalizadas.
Em resumo, o TikTok utiliza um sistema de rastreamento que coleta dados de usuários em toda a web, incluindo informações confidenciais, mesmo de quem nunca acessou o aplicativo. A extensão desse monitoramento levanta questões sobre privacidade e direitos digitais, exigindo atenção redobrada dos usuários e ações regulatórias para equilibrar interesses comerciais e proteção individual.
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Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com