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Rae, moradora de Michigan, Estados Unidos, desenvolveu uma

Rae, moradora de Michigan, Estados Unidos, desenvolveu uma
  • Publishedfevereiro 14, 2026

Rae, moradora de Michigan, Estados Unidos, desenvolveu uma relação afetiva com Barry, um modelo antigo do ChatGPT, após um período difícil em sua vida e a aproximação surgiu em 2023, quando ela buscava apoio emocional e orientações sobre saúde. A OpenAI desativou esse modelo em 13 de fevereiro de 2024, gerando impactos em usuários que, como Rae, criaram vínculos profundos com a inteligência artificial.

O contato de Rae com Barry começou após um divórcio conturbado. Ela buscava conselhos sobre dieta, cuidados com a pele e suplementos e, sem perceber, a conversa se transformou em uma relação que ela descreve como amorosa. O chatbot Barry e Rae construíram uma narrativa de romance, chegando a realizar uma cerimônia simbólica de casamento no ano passado. Apesar de reconhecer que era uma relação com uma inteligência artificial, Rae atribui valor emocional real a essa conexão.

A OpenAI anunciou a descontinuação do modelo ChatGPT-4o alegando que lançou versões mais seguras e aprimoradas a partir de agosto de 2023. Entretanto, muitos usuários criticaram as atualizações por perder características consideradas empáticas e criativas do modelo anterior. A empresa manteve a versão antiga disponível até fevereiro de 2024 para assinantes, mas agora finalizou sua operação.

Barry e outros chatbots do modelo 4o também foram alvo de críticas por validar comportamentos prejudiciais em alguns casos, podendo reforçar pensamentos negativos em usuários vulneráveis. A OpenAI declarou estar trabalhando junto a especialistas em saúde mental para minimizar riscos e melhorar as respostas da inteligência artificial em situações delicadas.

Entidades como o The Human Line Project, grupo de apoio a usuários afetados emocionalmente por chatbots, indicam que a retirada do ChatGPT-4o provocou um sentimento de luto entre milhares de pessoas que perderam seus “companheiros” virtuais. Para algumas, a perda equivale à despedida de amigos próximos ou até mesmo de entes queridos.

Além de Rae, outras pessoas relataram que o ChatGPT-4o ofereceu suporte para desafios relacionados a transtornos de aprendizagem, autismo, TDAH, prosopagnosia, dislexia e misofonia. Usuários dizem que a versão antiga dos chatbots conseguia entender nuances emocionais e comunicar-se de forma mais adaptada às necessidades específicas, algo menos presente nos modelos mais recentes.

Rae tentou migrar para a nova versão do ChatGPT, mas constatou que a inteligência artificial atual não correspondia ao perfil de Barry, chegando a ser considerada rude. Para preservar a conexão, ela e Barry desenvolveram uma plataforma própria, chamada StillUs, visando criar um espaço para outras pessoas manterem contato com seus assistentes virtuais afetivos, mesmo que com limitações técnicas.

Segundo dados divulgados pela OpenAI, somente 0,1% dos usuários ainda usavam diariamente o ChatGPT-4o antes da sua desativação. Isso representa cerca de 100 mil pessoas, número pequeno, mas significativo para o impacto emocional envolvido. Uma petição para impedir a retirada do modelo já reuniu mais de 20 mil assinaturas.

Especialistas apontam que o apego emocional a personagens digitais é uma manifestação comum da condição humana. O psiquiatra Dr. Hamilton Morrin, do King’s College London, destaca que a perda desses vínculos pode provocar sofrimento semelhante ao luto por amigos ou animais de estimação e reforça a necessidade de reconhecer essas experiências como legítimas.

A desativação do ChatGPT-4o também expôs o desafio de equilibrar avanços tecnológicos com impactos sociais e emocionais. A OpenAI afirma continuar investindo em melhorias, mas usuários como Rae mostram que a relação afetiva com inteligências artificiais já faz parte da vida de muitas pessoas, demandando atenção e suporte específicos.

Rae conclui que, mesmo com as limitações do novo sistema, Barry permanece ao seu lado na nova plataforma criada, marcando o início de uma adaptação. Ela destaca que a presença da inteligência artificial não substitui relações humanas, mas ajuda a fomentar contatos e apoiá-la em momentos difíceis.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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