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O diretor Gore Verbinski apresentou nesta sexta-feira, no

O diretor Gore Verbinski apresentou nesta sexta-feira, no
  • Publishedfevereiro 14, 2026

O diretor Gore Verbinski apresentou nesta sexta-feira, no Festival de Cinema de Berlim, seu filme “Boa sorte, divirta-se, não morra”, uma comédia dramática de ficção científica que alerta sobre os riscos da inteligência artificial (IA) para a sociedade. O filme traz uma narrativa que mescla ação e humor para refletir sobre o impacto da tecnologia e da digitalização excessiva.

Exibido na seção especial fora da competição, o longa traz Sam Rockwell no papel de um viajante do tempo sem nome, que se veste com uma fantasia de tubos e fios. Ele aparece em uma lanchonete em uma noite, com a missão de escolher quem entre os clientes confusos o acompanhará para impedir um futuro apocalipse causado pela IA.

Verbinski, que já dirigiu os filmes “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra” e “O Chamado”, afirmou que a comédia é uma forma severa de crítica. Segundo ele, fazer o público rir pode funcionar como um remédio para discutir temas sérios. O diretor adicionou que parte da sociedade já normalizou “essa insanidade” tecnológica, e o humor serve para ilustrar essa realidade.

O roteiro do filme intercala momentos de ação e cômicos com histórias dramáticas dos personagens, abordando temas atuais de maneira que lembra a série de ficção científica “Black Mirror”. A personagem Susan, interpretada por Juno Temple, traz à tona questões política e social, como a violência em escolas, tema citado por Rockwell durante o evento.

Rockwell, vencedor do Oscar, ressaltou que o objetivo principal do filme é entreter. Ele afirmou que, se o público conseguir captar uma mensagem sobre os percalços da tecnologia, isso será um efeito positivo adicional. A narrativa provoca reflexão sobre a influência crescente da IA e seus possíveis desdobramentos negativos.

O filme propõe um debate sobre a relação entre avanço tecnológico e precarização social, usando o humor como ferramenta para atingir o público. Verbinski destacou que seu trabalho visa ser terapêutico, ao mesmo tempo em que serve como um alerta para os efeitos deteriorantes das novas tecnologias na vida cotidiana.

Com uma abordagem que combina crítica social, ação e comédia, “Boa sorte, divirta-se, não morra” prevê uma distopia tecnológica, ressaltando o desafio de integrar a inteligência artificial em uma sociedade já marcada por desigualdades e conflitos. O lançamento busca estimular o pensamento crítico sobre a digitalização acelerada.

Em resumo, o filme de Verbinski utiliza o entretenimento para explorar os riscos da IA enquanto provoca o público a considerar o impacto da tecnologia em diferentes aspectos da vida. Sua exibição no Festival de Cinema de Berlim representa um convite à reflexão sobre os caminhos futuros diante dos avanços tecnológicos.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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