O abate de gado no Brasil atingiu um recorde em 2025, impulsionado pela alta demanda da China, segundo dados preliminares do IBGE divulgados em julho de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o abate cresceu 13,1% na comparação com o mesmo período de 2024, o que pode elevar o total anual para 42,3 milhões de cabeças.
Este aumento coloca o Brasil à frente dos Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina. A demanda chinesa tem sido um fator determinante para essa expansão, com as compras em janeiro de 2026 alcançando US$ 650 milhões, um crescimento de quase 45% em relação ao ano anterior.
No total, o Brasil exportou cerca de 232 mil toneladas métricas de carne bovina fresca em janeiro de 2026, gerando receita de quase US$ 1,3 bilhão. A China respondeu por aproximadamente metade desse comércio em termos de valor e volume.
Apesar do aumento nas vendas, a China estabeleceu “medidas de salvaguarda” que limitam as exportações brasileiras de carne bovina. As empresas que ultrapassarem os limites sofrerão uma sobretaxa de 55% nas tarifas. Essa ação gerou preocupação no setor produtivo brasileiro.
Para enfrentar as restrições chinesas, o governo brasileiro discute a implementação de cotas específicas para as empresas exportadoras, baseadas na proporção das vendas a partir do ano anterior. O objetivo é evitar competição interna desigual e proteger os preços do gado e da carne no mercado internacional.
Defensores da medida afirmam que o controle pode impedir que empresas tentem esgotar suas cotas rapidamente, evitando volatilidade nos preços. Já os críticos argumentam que essa regulamentação pode representar uma interferência inédita na livre exportação de alimentos.
Pequim isentará a exportação de 1,106 milhão de toneladas métricas de carne bovina brasileira das tarifas adicionais em 2026. A média mensal permitida sem sobretaxa é cerca de 92 mil toneladas, abaixo das entregas médias mensais de quase 140 mil toneladas registradas em 2025.
O Brasil exporta carne bovina para diversos mercados, mas a China continua sendo o principal destino. A expansão no comércio reflete a crescente demanda asiática e a posição liderante do país no setor produtivo mundial.
O recorde no abate de gado e as negociações sobre cotas exportadoras indicam ajustes necessários para manter o volume e a competitividade das vendas brasileiras diante das novas condições comerciais impostas pela China.
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Fonte: g1.globo.com
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