Autoridades dos Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira

Autoridades dos Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira (13) cinco grandes empresas de petróleo a retomar operações na Venezuela, com o objetivo de ampliar a produção de petróleo no país. A decisão acontece após a destituição e prisão do presidente venezuelano, em um contexto de mudança política e tentativa de normalização das relações comerciais.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, emitiu licenças gerais que permitem à BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell realizar transações relacionadas a atividades no setor de petróleo e gás na Venezuela. As autorizações incluem condições específicas que as empresas devem cumprir para atuar no território venezuelano.
A medida visa responder às alterações políticas recentes na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro foi removido do poder e preso. Desde então, o governo dos Estados Unidos tem trabalhado com a presidente interina Delcy Rodríguez para reestruturar a administração do país e apoiar o retorno à produção petroleira.
Antes da suspensão das atividades, essas empresas representavam uma parte significativa da produção de petróleo venezuelano. A retomada das operações pode contribuir para a estabilização do mercado energético e para o fornecimento global de petróleo.
O Departamento do Tesouro dos EUA destacou que as licenças têm o objetivo de permitir transações essencialmente relacionadas à produção, refino e comercialização de petróleo, assegurando o cumprimento das condições estabelecidas para evitar ações que possam beneficiar Maduro ou outras entidades sancionadas.
Especialistas em energia apontam que a reabertura dessas operações pode levar algumas semanas para ter efeito prático, devido à necessidade de adequação às novas regras e à reconstrução de infraestrutura danificada ou desativada nos últimos anos.
A decisão reflete uma mudança no posicionamento dos Estados Unidos em relação à Venezuela, buscando incentivar a recuperação econômica por meio do setor petrolífero, que historicamente é a base da economia venezuelana.
A retomada das atividades também tem impacto geopolítico, pois reduz a dependência dos Estados Unidos de outras fontes de petróleo e pode influenciar o equilíbrio de poder na América Latina.
Até o momento, as empresas envolvidas não divulgaram detalhes específicos sobre os planos imediatos para reiniciar a produção na Venezuela. O acompanhamento dessas operações será fundamental para avaliar os resultados da nova política americana.
As licenças concedidas representam uma tentativa de normalizar o comércio petrolífero e reforçar a posição dos Estados Unidos no mercado energético global, em um momento de instabilidade política no país sul-americano.
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Fonte: g1.globo.com
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