A maioria dos trabalhadores brasileiros, 78,1%, declarou est

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A maioria dos trabalhadores brasileiros, 78,1%, declarou estar “satisfeita” ou “muito satisfeita” com seu emprego atual, segundo a oitava edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho (SMT) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). A pesquisa foi divulgada em março de 2026 e apresenta o maior índice de satisfação registrado desde o início da medição em junho de 2025.

Por outro lado, o percentual de trabalhadores que se disseram “insatisfeitos” ou “muito insatisfeitos” permaneceu em 6,1%, a menor taxa da série histórica. Entre os motivos apontados pelos insatisfeitos, a remuneração foi citada por 60,5%, sendo o principal fator para a insatisfação, seguido por questões relacionadas à saúde mental (24,8%) e à carga horária elevada (21,9%).

O economista Rodolpho Tobler, do FGV Ibre, relacionou os dados positivos ao desempenho favorável do mercado de trabalho nos últimos anos. Ele destacou a redução da taxa de desocupação, especialmente no trabalho formal, e a melhora da renda como fatores que influenciam a percepção dos trabalhadores sobre suas ocupações.

Tobler também mencionou que os dados iniciais de 2026 indicam a manutenção de um mercado de trabalho aquecido, embora haja uma expectativa de desaceleração econômica para o ano. Segundo ele, essa mudança poderá fazer com que o índice de satisfação no trabalho registre um ritmo de crescimento inferior ao observado em 2025.

Desde julho de 2025, a FGV Ibre divulga mensalmente os Indicadores de Qualidade do Trabalho por meio da SMT. A pesquisa coleta dados junto a trabalhadores de todo o Brasil, abrangendo pessoas em idade ativa. A sondagem aborda seis temas: satisfação com o trabalho, risco de perda do emprego ou da fonte de renda, proteção social, suficiência da renda, percepção geral do mercado de trabalho e expectativas para os próximos seis meses.

Como a pesquisa é recente, ainda não há dados suficientes para análises históricas aprofundadas. Por isso, os primeiros relatórios concentram-se na apresentação dos temas escolhidos e na descrição dos indicadores colecionados.

A pesquisa contribui para o entendimento da condição do trabalhador brasileiro, especialmente em um contexto de mudanças econômicas e sociais recentes que impactam as relações de trabalho e a percepção sobre emprego e renda.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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