A associação dos principais estúdios de Hollywood acusou

Imagem: s2-g1.glbimg.com

A associação dos principais estúdios de Hollywood acusou o serviço chinês de inteligência artificial Seedance, criado pela ByteDance, de usar obras protegidas por direitos autorais nos Estados Unidos em larga escala. A denúncia foi feita na madrugada de sexta-feira (13), após a divulgação de vídeos que mostram uma luta entre Tom Cruise e Brad Pitt, gerados pelo Seedance 2.0.

O Seedance 2.0 é um modelo de criação de vídeos com inteligência artificial lançado em versão de teste limitada na China. Desde terça-feira (10), imagens hiper-realistas produzidas pela ferramenta vêm circulando amplamente nas redes sociais. Entre as cenas, estão representações realistas de super-heróis, personagens de jogos eletrônicos e a luta entre os dois atores.

Charles H. Rivkin, presidente da Motion Picture Association (MPA), que representa grandes estúdios como Disney, Universal, Warner e Netflix, criticou o uso não autorizado das obras protegidas. Segundo ele, em um único dia, o software promoveu infrações em larga escala contra direitos autorais americanos.

O comunicado da associação afirma que a ByteDance, ao lançar o Seedance sem mecanismos que previnam a falsificação, desrespeita as regras que protegem criadores e empregos nos Estados Unidos. A MPA destaca a importância dessas normas para o sustento econômico e cultural do setor audiovisual.

A acusação ocorre em meio ao crescente debate sobre o impacto da inteligência artificial na produção e no uso de conteúdos protegidos. Ferramentas como o Seedance desafiam as legislações atuais ao gerar material visual sem consentimento de detentores de direitos.

A ByteDance ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações ou sobre possíveis medidas para evitar a violação de direitos autorais pelo Seedance. O caso reforça o desafio global de regular o uso de inteligência artificial em criação de conteúdo criativo.

Especialistas apontam que o avanço de tecnologias capazes de replicar imagens e cenas realistas amplia a necessidade de atualização nas leis de propriedade intelectual. No entanto, a velocidade de desenvolvimento dos sistemas dificulta a adaptação de regulamentações tradicionais.

O episódio ainda pode servir de alerta para outras empresas que utilizam IA em produção audiovisual, destacando a responsabilidade legal no uso de materiais protegidos. Para Hollywood, a proteção dos direitos autorais é vista como crucial para manter a sustentabilidade da indústria.

Em resumo, a MPA acusa o Seedance da ByteDance de utilizar conteúdos protegidos nos Estados Unidos sem autorização, por meio de uma plataforma de inteligência artificial que gera vídeos realistas. O caso abre uma nova frente no debate sobre os limites legais e éticos da IA no setor audiovisual.

Palavras-chave relacionadas: Hollywood, Seedance, ByteDance, inteligência artificial, direitos autorais, Motion Picture Association, Tom Cruise, Brad Pitt, produção audiovisual, IA em vídeos, proteção de conteúdo, violação de direitos, tecnologia e leis, indústria cinematográfica, propriedade intelectual.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Sair da versão mobile