Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quinta-feira (12) apontou que 67% dos brasileiros afirmam não ter sido beneficiados pela nova isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Outros 30% declararam que a medida trouxe benefícios diretos para eles ou suas famílias.
O levantamento indicou ainda que 47% dos entrevistados perceberam algum impacto na renda familiar após a implementação da isenção em janeiro. Desses, 15% avaliaram que a renda aumentou significativamente e 32% relataram um aumento, porém leve. Já metade dos entrevistados disse não ter sentido diferença.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A nova regra de isenção do imposto de renda começou a valer em janeiro de 2024 e vale para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês, o que corresponde a R$ 60 mil por ano. Antes da vigência, a expectativa era de um ganho médio mensal de R$ 312,89 para esses contribuintes.
Segundo o economista Bruno Carazza, doutor em Direito Econômico pela UFMG e comentarista do Jornal da Globo, cerca de 15 milhões de contribuintes são beneficiados pela medida. A nova lei, sancionada pelo presidente Lula e aprovada no Congresso Nacional, também prevê desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350 mensais.
Contribuintes com renda mensal acima desse valor continuam sujeitos à alíquota máxima de 27,5% sobre o imposto de renda. Além disso, a legislação estabelece uma cobrança especial para os contribuintes que ganham mais de R$ 600 mil por ano, sobre o valor que ultrapassar esse limite.
Por exemplo, quem recebe R$ 600.001 paga um imposto adicional aproximado de R$ 0,10, com alíquota de 0,000017%. Para quem ganha R$ 615 mil anuais, a alíquota indicada é de 0,25%, resultando em imposto mínimo de R$ 1.537,50.
Bruno Carazza estima que entre 140 mil e 150 mil pessoas — aquelas que ganham mais de R$ 50 mil por mês ou R$ 600 mil por ano — passarão a contribuir com esse tributo adicional, que ajuda a custear a isenção concedida aos contribuintes com renda até R$ 5 mil.
A pesquisa mostra que, apesar da ampla divulgação da medida e do aumento estimado na renda familiar para parte da população, a maioria dos brasileiros não percebeu os efeitos da nova isenção no curto prazo.
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Fonte: g1.globo.com
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