Os Correios projetam prejuízos de R$ 5,8 bilhões em 2025 e R$ 9,1 bilhões em 2026, segundo documento da Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) da empresa. A estatal tenta conter o rombo nas contas por meio da venda de imóveis e readequação financeira.
Até o terceiro trimestre de 2023, a previsão de déficit era de R$ 6 bilhões para 2025, mas o valor foi revisado para R$ 5,8 bilhões depois da decisão de postergar parte dos pagamentos. Para 2026, a estimativa indica um aumento do prejuízo para R$ 9,1 bilhões. O documento foi obtido com exclusividade pelo g1.
O ajuste nas projeções ocorreu após a criação, em junho de 2025, de um comitê de contingência encarregado de coordenar a gestão dos desembolsos e garantir a continuidade das operações dos Correios. O comitê realinhou os pagamentos conforme prioridades estratégicas definidas pela administração.
A postergação dos pagamentos envolveu cerca de R$ 3,7 bilhões relativos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias. Essa medida visou ajustar o fluxo de caixa à situação financeira da empresa e assegurar o cumprimento dos compromissos essenciais.
O documento aponta que o aumento das despesas e a não realização das receitas previstas nos anos de 2024 e 2025 agravaram a liquidez dos Correios. Isso gerou um ciclo financeiro adverso, afetando a regularidade das operações e dos negócios da estatal.
Além da venda de imóveis, os Correios contrataram R$ 13,8 bilhões em empréstimos durante 2023 na tentativa de melhorar a saúde financeira. A maior parte desses recursos foi disponibilizada somente no penúltimo dia do ano.
Recentemente, o Tesouro Nacional aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões para a empresa, com garantias da União, reforçando as medidas para conter a crise financeira.
Apesar das ações para equilibrar as contas, as estimativas indicam que os desafios econômicos persistem e o prejuízo seguirá elevado nos próximos anos. A empresa busca manter a continuidade operacional enquanto ajusta a gestão financeira.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

