O filme “O Morro dos Ventos Uivantes”, dirigido

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O filme “O Morro dos Ventos Uivantes”, dirigido por Emerald Fennell e estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, estreia no Brasil nesta quinta-feira (12). A nova adaptação se distancia do livro clássico de Emily Brontë, publicado em 1847, ao priorizar uma releitura livre da obra original.

Emerald Fennell, que também assinou o roteiro, mantém a inspiração na trama gótica vitoriana, mas afasta-se dos elementos tradicionais que marcaram o romance. O filme destaca principalmente a sensualidade entre os protagonistas, enquanto o livro privilegia o conflito psicológico e a obsessão espiritual.

A relação entre os personagens principais é retratada de forma mais íntima e explícita, contrastando com a versão literária em que eles mal trocam um beijo. Além disso, a obra original aborda temáticas como violência e trauma intergeracional, com uma segunda geração de personagens, ausentes na adaptação cinematográfica.

Outro ponto relevante é a mudança de etnia do personagem Heathcliff, interpretado por Jacob Elordi. No livro, ele é descrito como um homem de pele escura, considerado estrangeiro na Inglaterra do século 19. Já no filme, Heathcliff é branco, o que gerou críticas referentes ao “whitewashing”, prática que substitui personagens de minorias por atores caucasianos.

O roteiro do filme justifica a exclusão desse aspecto com foco em conflitos de classe social, um tema que também está presente no livro. Ainda assim, a escolha levantou debates sobre representatividade e oportunidades para atores de minorias em Hollywood.

A narrativa do longa enfatiza o jogo complexo e quase erótico entre consentimento e subjugação, abordando o abuso de forma indireta, característica marcante das obras anteriores de Fennell, como “Bela Vingança” (2020). Essa abordagem difere do romance, que explora mais abertamente questões de dominação e violência.

Esteticamente, o filme aposta em visuais marcantes, trilha sonora intensa e figurinos elaborados, ampliando o tom melodramático da história. Essas escolhas reforçam a atmosfera de sonho e pesadelo, intensificando o aspecto emocional e a tensão sexual entre os personagens.

No elenco, Margot Robbie mantém sua performance consistente, enquanto Jacob Elordi se sobressai ao interpretar Heathcliff com uma postura mais rude e complexa do que seus trabalhos anteriores. Alison Oliver e Owen Cooper também foram destacados como revelações da produção.

Durante o desenrolar da história, o ritmo do filme apresenta oscilações, especialmente durante a parte em que o casal está feliz, momento em que a narrativa desacelera. Contudo, o andamento recupera fôlego até o desfecho trágico previsto na trama.

Fennell entrega uma obra que não visa satisfazer plenamente os fãs do livro, mas propõe uma visão própria do clássico. O filme provoca debates sobre liberdade criativa, adaptação e as fronteiras entre respeito à obra original e reinvenção artística.

Apesar das mudanças, “O Morro dos Ventos Uivantes” mantém a essência da narrativa sobre relações conflituosas e vingança, apresentando uma versão que mescla elementos sensuais e psicológicos de forma mais explícita e contemporânea.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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