Economia

O Banco do Brasil registrou um calote de R$ 3,6

O Banco do Brasil registrou um calote de R$ 3,6
  • Publishedfevereiro 12, 2026

O Banco do Brasil registrou um calote de R$ 3,6 bilhões feito por uma única empresa do setor atacadista no quarto trimestre de 2025, o que elevou o índice de inadimplência da instituição para 5,17%. O balanço financeiro divulgado na quarta-feira (11) mostrou impactos significativos na carteira de crédito do banco.

O índice de inadimplência acima de 90 dias saltou de 3,16% no quarto trimestre de 2024 para 5,17% no período analisado. Sem considerar o calote, o índice seria de 4,88%. O banco apontou que o aumento foi provocado por um caso específico relacionado a títulos e valores mobiliários sem revelar o nome da empresa.

O lucro líquido do Banco do Brasil em 2025 foi de R$ 20,7 bilhões, uma queda de 45,4% em relação a 2024. Inicialmente, a previsão para o ano era entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões, mas foi revisada para baixo duas vezes ao longo do exercício. A presidente-executiva Tarciana Medeiros afirmou que o ano foi marcado por ajustes, impactados principalmente pelo aumento da inadimplência no agronegócio e por novas regras contábeis.

No quarto trimestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, mas 51,7% superior ao terceiro trimestre de 2025, superando as estimativas do mercado. As ações do banco subiram 2,77% na quinta-feira após a divulgação do balanço.

Para 2026, o Banco do Brasil estima lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões e prevê crescimento de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito. O segmento de pessoa física deve crescer entre 6% e 10%, enquanto empresas podem registrar queda de até 3% ou alta de 1%. O agronegócio tem previsão entre -2% e 2%. O custo do crédito para 2026 foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões.

A carteira de crédito expandida do banco alcançou quase R$ 1,3 trilhão no final de dezembro, com crescimento trimestral de 1,4% e anual de 2,5%. Entre os clientes pessoa física, a carteira avançou 1,8% no trimestre e 7,6% no ano, com inadimplência em 6,56%, superior aos 6,01% do trimestre anterior. Para pessoas jurídicas, a inadimplência subiu para 3,75%, de 3,40% três meses antes.

No agronegócio, a carteira cresceu 1,8% no trimestre e 2,1% na comparação anual, com inadimplência acima de 90 dias chegando a 6,09%, contra 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes. Executivos do banco indicaram que o segmento ainda enfrenta pressão na inadimplência, com previsão de melhora a partir do primeiro trimestre de 2026.

O retorno sobre patrimônio líquido voltou a dois dígitos no quarto trimestre, alcançando 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda abaixo dos 20,8% de 2024. O desempenho do Banco do Brasil ficou inferior ao registrado por concorrentes como Itaú Unibanco, Santander Brasil e Bradesco.

A margem financeira bruta alcançou R$ 27,8 bilhões, aumento de 3,8% em relação a 2024. As receitas de prestação de serviços recuaram 3,9%, enquanto as despesas administrativas subiram 4,1%. O índice de eficiência passou de 25,6% para 27,7%.

Os índices de capital do banco apresentaram melhora, com o nível 1 subindo de 12,66% para 14,26% e o capital principal de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia chegou a 15,13%. O Banco do Brasil também distribuiu R$ 1,2 bilhão aos acionistas em juros sobre capital próprio complementar.

O caso de inadimplência significativa destaca desafios na carteira de crédito do banco, especialmente em segmentos específicos, e terá influência nos resultados e na gestão de riscos nos próximos períodos.

Palavras-chave: Banco do Brasil, calote, inadimplência, lucro líquido, carteira de crédito, agronegócio, mercado financeiro, balanço financeiro, prejuízo, crédito bancário, 2025, 2026.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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