Júri popular nos eua julga meta e alphabet por algoritmos qu

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Duas grandes empresas de tecnologia, Meta e Alphabet, começaram a ser julgadas na Justiça da Califórnia, Estados Unidos, por supostamente programar algoritmos para viciar usuários, especialmente crianças e adolescentes. A ação civil foi movida por uma jovem que alega danos à saúde mental devido ao uso excessivo dessas redes sociais.

A acusação foi ajuizada por uma mulher identificada como K. G. M., que criou uma conta no YouTube aos 8 anos e no Instagram aos 9. Ela afirma ter chegado a passar mais de 16 horas conectada a essas plataformas em um único dia. Hoje adulta, a autora da ação enfrenta problemas graves de saúde mental atribuídos à exposição aos conteúdos das redes sociais.

Meta, dona do Instagram, e Alphabet, controladora do YouTube, são acusadas de desenvolver algoritmos que mantêm os usuários conectados por longos períodos. A tese compara esse mecanismo ao funcionamento da indústria do tabaco, classificando o scroll infinito como um “cassino digital”. As duas empresas negam as acusações.

TikTok e Snapchat, mencionados inicialmente no processo, chegaram a fechar acordos com a acusação e ficaram de fora do julgamento. Este é o primeiro caso deste tipo levado a um júri popular nos Estados Unidos.

Para aprofundar o tema, o podcast “O Assunto” entrevistou Carolina Rossini, especialista em Direito da Tecnologia e professora na Universidade de Boston. Rossini explicou que os algoritmos são programados para maximizar o tempo que os usuários passam nas plataformas, o que pode levar a comportamentos viciantes, especialmente entre jovens vulneráveis.

A especialista também destacou que o resultado deste julgamento pode ter impacto além dos Estados Unidos, influenciando legislações e ações judiciais em outros países, inclusive no Brasil. Ela pontuou que o questionamento sobre a responsabilidade das redes sociais pelo conteúdo e sua moderação está ganhando força globalmente.

Além das acusações judiciais, reguladores de outras regiões, como a União Europeia, pressionam plataformas como o TikTok para alterar características consideradas viciantes e proteger crianças e adolescentes. Redes sociais como Roblox, Discord e YouTube também implementaram sistemas de verificação de idade com selfies em resposta a essas demandas.

O caso levanta questões sobre a responsabilidade das gigantes da tecnologia em regular seus produtos para evitar danos à saúde mental dos usuários. Advogados e especialistas monitoram o julgamento para avaliar precedentes legais sobre o papel dos algoritmos na sociedade.

O podcast “O Assunto”, produzido pelo g1, acompanha o julgamento e discute suas implicações sociais e jurídicas. Desde sua estreia em 2019, o programa soma mais de 168 milhões de downloads e mais de 14 milhões de visualizações no YouTube.

O julgamento de Meta e Alphabet marca um momento importante para o debate sobre a influência das tecnologias digitais e a necessidade de regulamentação mais rigorosa para proteger grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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