A mineradora Vale registrou prejuízo líquido de US$

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A mineradora Vale registrou prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, impactada por baixas contábeis em ativos de níquel no Canadá e ajustes fiscais, informou a empresa nesta quinta-feira (12). Apesar disso, o desempenho operacional mostrou crescimento nas vendas de minério de ferro e cobre, contribuindo para um Ebitda ajustado mais elevado.

No período, a Vale contabilizou “impairments” de US$ 3,5 bilhões relacionados aos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, motivados pela revisão das premissas de preço de longo prazo do metal. Também houve baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias. Esses itens não recorrentes pressionaram o resultado final da companhia.

Excluindo os impactos extraordinários, o lucro líquido proforma atingiu US$ 1,5 bilhão, o que representa uma alta de 68% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Esse resultado foi impulsionado pela elevação do Ebitda proforma e por ganhos na avaliação de swaps cambiais. No entanto, o desempenho positivo foi parcialmente compensado por provisões adicionais relacionadas à Samarco e pela ausência de ganhos extraordinários registrados no quarto trimestre anterior.

O Ebitda ajustado alcançou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, crescimento de 21% na comparação anual, sustentado por maiores volumes de vendas, preços mais altos de minério de ferro e cobre, receitas com subprodutos e melhorias operacionais. No mesmo período, a produção de minério de ferro chegou a 90,4 milhões de toneladas, um avanço de 6% em relação ao quarto trimestre de 2024, influenciado especialmente pela mina Brucutu e pelo ramp-up dos projetos Capanema e VGR1.

Para o ano de 2025, a Vale registrou lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, queda de 62% em comparação a 2024. Contudo, o lucro líquido proforma cresceu 28%, alcançando US$ 7,8 bilhões no exercício. A produção anual de minério de ferro aumentou 2,6%, totalizando 336,1 milhões de toneladas, superando pela primeira vez desde 2018 o volume produzido pela Rio Tinto em Pilbara, principal polo produtivo da concorrente australiana.

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou os resultados operacionais do ano, ressaltando o crescimento na produção de minério de ferro, cobre e níquel. Segundo ele, o desempenho foi apoiado pela maior confiabilidade dos ativos e pelo avanço nos projetos de expansão, incluindo Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma.

No quarto trimestre, a receita líquida da companhia somou US$ 11,06 bilhões, um aumento de 9% frente ao mesmo período de 2024. Já a dívida líquida atingiu US$ 11,2 bilhões, alta de 7% na comparação anual. Considerando provisões relacionadas a Brumadinho, Samarco e swaps cambiais, a dívida líquida expandida ficou em US$ 15,6 bilhões no final do trimestre, representando uma redução de 5% em relação a dezembro de 2024, devido à maior geração de caixa livre.

Em resumo, mesmo diante do prejuízo contábil causado por ajustes em ativos e impostos, a Vale apresentou evolução operacional e financeira relevante no trimestre e no ano, com aumento na produção e receita, além de controle da dívida em meio a investimentos e provisões.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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