Um estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) apontou que o estado enfrenta um apagão de mão de obra, com muitas vagas de emprego disponíveis e poucos trabalhadores interessados para ocupá-las, o que limita o crescimento econômico local. A pesquisa, divulgada em 2024, identificou que mudanças no mercado de trabalho, a economia aquecida e problemas estruturais são os principais fatores por trás desse cenário.
O avanço tecnológico e as novas tendências exigem requalificação dos trabalhadores para que possam lidar com as demandas dos processos modernizados. Além disso, o envelhecimento da população altera o perfil da força de trabalho e aumenta a necessidade de serviços específicos para pessoas mais velhas.
Marília Silva, gerente executiva do Observatório Findes, ressaltou que a requalificação é essencial para que a população envelhecida possa se integrar ao mercado de trabalho e ajudar no preenchimento das vagas abertas.
O comportamento da geração Z, que possui maior preocupação com diversidade e propósito, também afeta o mercado. A flexibilidade no trabalho, valorizada por essa geração, tornou-se uma demanda comum a todos os grupos etários, especialmente após a pandemia de covid-19, que popularizou o home office e outras formas de trabalho remoto.
A economia do Espírito Santo apresenta sinais de aquecimento, com aumento na demanda por produtos e serviços. No entanto, a taxa de desemprego no estado está baixa, em 2,6%, indicando que a maior parte das pessoas está empregada, seja no setor formal ou informal. Essa realidade dificulta a contratação de novos trabalhadores, mesmo com a oferta de vagas.
A informalidade é considerada um obstáculo para a organização do mercado de trabalho. Quase metade dos trabalhadores atua no mercado informal, o que afeta a estabilidade e a formalização das relações de trabalho. Marília Silva questiona se o modelo atual de contratação formal atende às demandas da população e aponta para a necessidade de flexibilização e adaptação.
Problemas estruturais, como o baixo nível educacional, o afastamento do mercado de trabalho de mulheres, jovens e idosos, e a alta informalidade, agravaram o problema do apagão de mão de obra no estado. Para superar esse cenário, políticas públicas que preparem e incluam esses grupos são fundamentais.
A gerente executiva do Observatório Findes destacou ainda que é preciso combinar iniciativas governamentais, para ampliar o acesso ao mercado de trabalho, com a disposição do empresariado em adaptar-se às novas tendências e demandas dos trabalhadores.
O estudo da Findes alerta para a necessidade de ações integradas entre público e privado para garantir que o Espírito Santo consiga preencher as vagas existentes e manter o ritmo de crescimento econômico.
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Fonte: g1.globo.com
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