O CEO do Instagram, Adam Mosseri, negou nesta quarta-feira (11), em tribunal de Los Angeles, que as redes sociais provoquem “vício clínico” em crianças e adolescentes, durante julgamento contra a Meta e o Google por supostamente desenvolverem produtos viciantes para menores. O caso, que envolve acusações de uso problemático das plataformas, pode estabelecer precedentes para ações futuras contra as empresas.
Mosseri afirmou que é importante distinguir entre dependência clínica e uso problemático das redes sociais. Ele comparou o “vício” em séries de televisão ao uso das plataformas, classificando ambos como comportamentos que não equivalem obrigatoriamente a dependência clínica. O executivo foi o primeiro representante de alto escalão do Vale do Silício a depor no processo.
A ação judicial foi movida após uma jovem de 20 anos, identificada apenas como Kaley G. M., alegar ter sofrido danos mentais graves causados pelo uso excessivo do YouTube e do Instagram desde a infância. A demandante afirma ter começado a usar o YouTube aos seis anos, ingressado no Instagram aos 11 anos e depois utilizado outras redes como Snapchat e TikTok.
As empresas Meta, dona do Instagram e Facebook, e Google, proprietária do YouTube, são acusadas de projetarem seus produtos para maximizar o envolvimento dos usuários, especialmente crianças, com o intuito de aumentar os lucros por meio de maior tempo de uso.
Mosseri também contestou a ideia de que a Meta prioriza o lucro em detrimento da segurança dos usuários. Ele argumentou que proteger os menores é benéfico para os negócios a longo prazo, indicando que a empresa tem interesse em manter a segurança de seu público jovem.
O julgamento é acompanhado de perto pelo mercado e pela sociedade por sua capacidade de influenciar futuras regulamentações sobre o design das redes sociais e o papel das empresas na proteção de crianças e adolescentes.
Outros depoimentos importantes estão previstos para as próximas semanas, incluindo o do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, no dia 18 de fevereiro, e do chefe do YouTube, Neil Mohan, no dia seguinte.
Este processo marca uma tentativa inédita de responsabilizar grandes plataformas digitais por supostos efeitos negativos de seus produtos no público jovem, atendendo a uma crescente preocupação global sobre saúde mental e segurança online.
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Fonte: g1.globo.com
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