A Ancora Holdings, acionista da Warner Bros. Discovery com investimento de US$ 200 milhões, planeja se opor ao acordo de venda da empresa à Netflix, informou o The Wall Street Journal nesta terça-feira (10). O grupo defende um acordo com a Paramount Skydance e alega que a Warner não se engajou adequadamente no acordo com a Netflix.
A Ancora deve se manifestar formalmente nesta quarta-feira (11). No mesmo dia, a Paramount anunciou uma revisão estratégica em sua proposta para adquirir a Warner. A oferta inclui pagamento de US$ 30 por ação em dinheiro, com uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação trimestral se a operação não concluir até dezembro de 2026.
Além disso, a Paramount se comprometeu a assumir a multa de US$ 2,8 bilhões que a Warner teria de pagar caso rescinda o contrato com a Netflix. A empresa defende que sua proposta é mais previsível, pois o valor final da transação com a Netflix pode variar conforme a situação financeira da Warner no momento da separação.
Em janeiro, a Netflix reajustou sua oferta, aumentando para US$ 82,7 bilhões o valor total em dinheiro para adquirir a Warner. A empresa propôs US$ 27,75 por ação, em pagamento integral, eliminando a parte em ações presente na oferta anterior, o que garantiria aos acionistas da Warner um valor fixo sem exposição a variações do mercado de ações da Netflix.
David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que o acordo com a Netflix visa unir duas das maiores empresas de narrativa do mundo, preservando as histórias produzidas pela Warner ao longo de mais de um século. A conclusão da operação depende da cisão da Discovery Global, aprovações regulatórias, aval dos acionistas e outras condições usuais.
O processo de aprovação e reorganização tem prazo estimado entre seis a nove meses. Enquanto isso, a Paramount e a Netflix continuam disputando a aquisição da Warner.
Paralelamente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao propor a compra. A apuração, baseada em uma intimação civil obtida pelo The Wall Street Journal, busca entender se a fusão resultaria em monopólio, comprometendo a concorrência no mercado de streaming.
A legislação antitruste americana dá instrumentos para impedir fusões que possam reduzir a competição, o que coloca o acordo sob escrutínio regulatório adicional.
Em resumo, o cenário da possível venda da Warner Bros. Discovery envolve pressões internas de acionistas, propostas concorrentes e investigações governamentais, indicando que o destino da negociação ainda é incerto.
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Fonte: g1.globo.com
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