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O novo filme “O morro dos ventos uivantes”, dirigido por

O novo filme “O morro dos ventos uivantes”, dirigido por
  • Publishedfevereiro 9, 2026

O novo filme “O morro dos ventos uivantes”, dirigido por Emerald Fennell, estreou nos cinemas brasileiros na quinta-feira (12), trazendo uma releitura vigorosa da obra clássica de Emily Brontë. A adaptação busca subverter o enredo original ao enfatizar aspectos visuais impactantes, trilha sonora intensa e a forte carga emocional entre os protagonistas.

A história mantém o núcleo inicial da trama original, que envolve o relacionamento entre uma jovem de família nobre e um plebeu, cujas diferenças sociais desencadeiam um ciclo de vingança e loucura. No entanto, a diretora imprime sua visão única e prioriza o desenvolvimento da relação disfuncional do casal central, ilustrando as consequências dessa dinâmica para quem os cerca.

Fennell recorre ao exagero em vários elementos do filme. A música, sempre alta e dominada por violinos, cria uma atmosfera carregada. Os cenários possuem características quase oníricas, enquanto os figurinos parecem inspirados em desfiles de moda contemporâneos. A forte tensão sexual entre os personagens principais é presente de forma explícita, reforçando a intensidade da narrativa.

O melodrama se apresenta amplificado, ainda que algumas das passagens mais pesadas do romance original estejam ausentes da adaptação. Essa escolha pode desagradar a quem cultua a obra literária ou se preocupa com o tratamento das temáticas de sofrimento e relacionamentos tóxicos, que acabam em certa medida suavizadas ou romantizadas no filme.

No elenco, Margot Robbie segue com sua atuação consistente, mas é Jacob Elordi quem ganha destaque como Heathcliff, entregando uma interpretação mais contundente em comparação à sua performance em outros trabalhos. Alison Oliver também chama a atenção como revelação, enquanto Owen Cooper, conhecido pela série “Adolescência”, cumpre seu papel com destaque. Hong Chau, por sua vez, apresenta uma atuação algo deslocada em relação ao restante do grupo, o que pode ser percebido como uma diferença no tom da personagem.

Durante o desenvolvimento do filme, há momentos em que o ritmo desacelera consideravelmente, principalmente em cenas em que o casal vive uma aparente felicidade. Apesar disso, essa fase é breve, e a narrativa retoma o ritmo até o desfecho trágico, mantendo o interesse do público pela carga dramática.

“O morro dos ventos uivantes” de Emerald Fennell propõe uma releitura ousada que se afasta do material original para explorar temas de obsessão e conflito com uma estética contemporânea e exagerada. Essa proposta divide opiniões, mas oferece uma experiência cinematográfica cheia de intensidade e emoção.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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