A organização Turning Point USA, liderada por Charlie Kirk, realizou um boicote à apresentação de Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl e promoveu um evento alternativo online neste domingo (8). O espetáculo paralelo, chamado “The All American Halftime Show”, contou com artistas ligados ao governo Trump e foi transmitido pelo YouTube.
O evento alternativo teve Kid Rock como atração principal, acompanhado por Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett, todos músicos do gênero country. A transmissão ao vivo atingiu cerca de 5 milhões de espectadores simultâneos e acumulava 19 milhões de visualizações até esta segunda-feira (9). A iniciativa provocou reações diversas nas redes sociais.
Donald Trump criticou a apresentação de Bad Bunny nas redes sociais na noite do domingo, sem mencionar diretamente o nome do artista. Ele classificou o show como “terrível” e uma afronta à “grandeza da América”, afirmando que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo” e reprovando a dança vista durante a apresentação.
O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos globalmente, com audiência que supera 100 milhões apenas nos Estados Unidos. Nesta edição, realizada no Levi’s Stadium, na Califórnia, o jogo contou com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
Bad Bunny já é conhecido por seu posicionamento político expressado em sua música e atitudes públicas. Em 2019, ele interrompeu uma turnê para apoiar protestos contra o governador de Porto Rico, Ricardo Rosselló. Ele se destacou na cena latino-americana ao manter sua identidade cultural em sua carreira nos Estados Unidos, diferentemente de outros artistas latinos que optaram por adaptações.
Suas músicas, em grande parte reggaeton e trap latino, são cantadas em espanhol e apresentam referências da cultura porto-riquenha e brasileira, como a clássica “Garota de Ipanema”. Esse contexto contribui para a resistência de grupos conservadores que veem a escolha de Bad Bunny para o Super Bowl como uma provocação política e cultural.
A Turning Point USA aproveitou o momento para reforçar sua agenda conservadora ao fornecer uma alternativa musical alinhada a figuras ligadas a Trump. O evento reflete a polarização cultural e política presente nos Estados Unidos, evidenciada também pelas reações ao show oficial do Super Bowl.
Em resumo, o confronto entre as duas apresentações revela tensões entre a cultura latina representada por Bad Bunny e o conservadorismo que busca afirmar valores tradicionais por meio de eventos como o show paralelo promovido pela Turning Point USA.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

