O cantor porto-riquenho Bad Bunny fará o show

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O cantor porto-riquenho Bad Bunny fará o show do intervalo do Super Bowl neste domingo (8) em um momento de grande tensão política nos Estados Unidos, com expectativas de que a apresentação se torne a mais carregada politicamente da história do evento, mesmo que o artista não manifeste diretamente suas opiniões. O show será transmitido ao vivo na GE TV e no Multishow, com reexibição na TV Globo após o “Big Brother Brasil”.

Bad Bunny está em destaque após conquistar o Grammy de álbum do ano e liderar o ranking dos artistas mais ouvidos globalmente. Seu repertório e posicionamento público já revelam um envolvimento político, especialmente em questões ligadas à comunidade latina e à situação de Porto Rico. Ele é conhecido por manter sua identidade cultural e língua nativa, o espanhol, em suas músicas, que transitam entre o reggaeton e o trap latino.

O disco mais recente do cantor, lançado em janeiro de 2025, aborda temas como a história e cultura de Porto Rico, gentrificação e o impacto do imperialismo americano na ilha. O clipe da música “Nuevayol” exemplifica essa abordagem ao incluir uma voz que parodia o ex-presidente Donald Trump, reconhecendo a importância dos imigrantes nos Estados Unidos.

O Super Bowl, evento tradicionalmente visto como um entretenimento de ampla audiência e com foco comercial, raramente tem performances fortemente políticas. As exceções notáveis foram a apresentação de Beyoncé em 2016, que abordou questões raciais, e o episódio em 2025 com um dançarino exibindo bandeiras palestinas e do Sudão. No entanto, os Estados Unidos enfrentam um período crítico devido a protestos contra o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega), o que aumenta a atenção sobre a presença de Bad Bunny no evento.

Embora agentes do ICE estejam autorizados a atuar em diversas áreas durante o Super Bowl, a NFL assegurou que não haverá participação direta da agência no evento. Ainda assim, a colocação de Bad Bunny como representante visível da comunidade latina ocorre em um momento de debates intensos sobre imigração no país.

Bad Bunny declarou que o show do intervalo será uma festa voltada para a música e a dança, minimizando a ideia de manifestações políticas explícitas durante a apresentação. O comissário da NFL, Roger Goodell, também afirmou esperar que o espetáculo promova união ao invés de controvérsias. Por outro lado, o contexto atual e o histórico do artista conferem à apresentação uma carga simbólica significativa ao exaltar a cultura latino-americana em um palco tão relevante.

Este será o único show de Bad Bunny nos Estados Unidos nesta turnê, motivado pelo receio do artista com possíveis ações do ICE contra seu público. A expectativa é de que a apresentação alcance audiência recorde, reforçando o impacto do evento no cenário cultural e político americano.

Em resumo, o show de Bad Bunny no Super Bowl deve se destacar por sua dimensão simbólica e contextual, mesmo que não contenha declarações políticas explícitas. A combinação do momento político dos EUA, a identidade cultural do artista e a visibilidade do evento configura uma apresentação carregada de significado sob a perspectiva social e cultural.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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