O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,2382, em meio à expectativa por dados econômicos dos Estados Unidos e negociações diplomáticas entre EUA e Irã em Omã. A movimentação reflete o acompanhamento dos investidores ao sentimento do consumidor americano e a tentativas de avanço em acordo nuclear que podem impactar mercados globais.
Nos Estados Unidos, a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e expectativas de inflação, tem gerado atenção. Além disso, o vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, participa de um evento público que pode influenciar as perspectivas econômicas.
Paralelamente, as negociações entre Estados Unidos e Irã buscam reduzir tensões após semanas de escalada. O chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas “com olhos abertos”, indicando cautela nas negociações em curso.
Diante deste cenário, investidores têm buscado ativos considerados mais seguros. O ouro registra alta de 1,9% no mercado à vista, recuperando parte das perdas anteriores, enquanto as bolsas globais apresentam tendência de baixa. Nos contratos futuros para abril, o metal recua 0,1%.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou para o menor valor em 15 meses, chegando a cerca de US$ 65 mil. A queda ocorre apesar do apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e acumula perda de 24% no ano.
A temporada de balanços corporativos segue influenciando o mercado. Nos Estados Unidos, a Amazon apresentou resultados mistos e anunciou aumento de investimentos para US$ 200 bilhões, provocando queda de mais de 10% no after-market. No Brasil, o Bradesco viu suas ações recuarem em Nova York, mesmo com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta anual de 20,6%.
No mercado doméstico, o Ibovespa iniciará as negociações às 10h, sendo que acumulou alta de 0,42% na semana e no mês, e 13,03% no ano. Avariação semanal do dólar está positiva em 0,12%, mesmo com recuo hoje, e o acumulado anual mostra baixa de 4,28%.
Os balanços de outras instituições financeiras brasileiras apontam para perspectivas variadas. O Santander divulgou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no último trimestre de 2025, mas suas ações caíram 2% devido a queda na receita antes de impostos. O Itaú apresentou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões, o maior desde 2015, com valorização das ações acima de 2%.
As atenções se voltam agora para os resultados do Bradesco no Brasil e da Amazon nos Estados Unidos, que devem ser divulgados após o fechamento dos mercados.
No exterior, as bolsas americanas fecharam em queda na quinta-feira, influenciadas principalmente por perdas no setor de tecnologia. O índice S&P 500 recuou 1,20%, o Nasdaq caiu 1,59%, e o Dow Jones despencou 1,20%.
Na Europa, os mercados acionários também registraram queda após o Banco Central Europeu manter as taxas de juros e não indicar direções futuras para a política monetária. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em baixa de 1,05%, no maior recuo diário em mais de dois anos. DAX, CAC 40 e FTSE 100 apresentaram quedas moderadas.
Na Ásia, os mercados abriram com desempenho misto. O índice de Xangai e o CSI300 registraram queda, enquanto Hong Kong avançou. Bolsas no Japão, Coreia do Sul e Taiwan fecharam em baixa significativa, e Singapura teve alta leve.
O mercado financeiro segue atento às movimentações geopolíticas e indicadores econômicos, que influenciam o dólar, ativos refugio e a confiança dos investidores globais.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

