A Argentina anunciou nesta sexta-feira (6) que pretende flex

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A Argentina anunciou nesta sexta-feira (6) que pretende flexibilizar as regras do Mercosul para permitir que os países do bloco fechem acordos comerciais com menos restrições internas. Segundo o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, a medida visa ampliar a liberdade dos integrantes para negociações bilaterais.

Quirno falou à imprensa em uma coletiva realizada para detalhar o novo acordo assinado entre Argentina e Estados Unidos, fechado na quinta-feira (5). O tratado inclui redução de tarifas e um plano conjunto de investimentos nos setores industriais dos dois países.

O acordo prevê cooperação dos EUA em toda a cadeia produtiva de mineração na Argentina, desde a exploração até o refino e a exportação. Também contempla a redução de barreiras comerciais e o aumento de acesso ao mercado argentino para produtos americanos.

O texto declara que os países americanos negociarão a redução de tarifas sobre produtos como alumínio e aço argentinos, e abrirão cotas sem tarifas para itens estratégicos, como carne bovina e veículos. Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para determinados produtos agrícolas argentinos e fixarão um teto de 10% para possíveis sobretaxas em outros bens.

De acordo com Quirno, a nova negociação não excluirá a participação chinesa em investimentos no setor de mineração argentino, apesar da estratégia americana de reduzir dependência da China. O ministro confirmou que todos os acordos bilaterais são permitidos dentro do Mercosul atualmente, mas ressaltou a necessidade de maior flexibilidade.

O embaixador e negociador comercial dos EUA, Jamieson Greer, indicou que o acordo deve ampliar o comércio em setores variados, incluindo veículos automotores e produtos agrícolas.

O tratado não terá efeito imediato e só entrará em vigor 60 dias após a conclusão dos trâmites legais internos ou em data acordada entre os países. A expectativa é que, após a vigência, as tarifas sobre milhares de produtos sejam zeradas ou reduzidas significativamente.

A proposta argentina sinaliza uma mudança na política comercial do Mercosul, buscando dinamizar e diversificar os acordos comerciais dos países-membros. A flexibilização das regras pode facilitar negociações que até então esbarravam em restrições internas do bloco.

*Esta reportagem está em atualização.

Palavras-chave: Argentina, Mercosul, acordo comercial, Pablo Quirno, Estados Unidos, tarifas, investimentos, blocos econômicos, comércio bilateral, mineração, exportação.

Fonte: g1.globo.com

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