A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro de 2026, aumento de 85,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (5). O resultado ocorreu apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que reduziram as exportações brasileiras para aquele mercado.
As exportações somaram US$ 25,15 bilhões no mês, com aumento médio diário de 3,8%. As importações, por sua vez, totalizaram US$ 20,1 bilhões, com queda de 5,5% na média diária. Esse é o melhor saldo para o mês de janeiro desde 2024, quando o superávit chegou a US$ 6,2 bilhões.
Entre os principais produtos exportados, os óleos brutos de petróleo tiveram faturamento de US$ 4,3 bilhões, mas apresentaram queda de 7,8%. O minério de ferro somou US$ 2,05 bilhões, com redução de 8,6%. A carne bovina teve aumento expressivo de 42,5%, alcançando US$ 1,3 bilhão. O café não torrado recuou 23,7%, totalizando US$ 1,01 bilhão, enquanto a celulose caiu 6,1%, somando US$ 957 milhões.
As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 25,5% em janeiro, totalizando US$ 2,4 bilhões, contra US$ 3,22 bilhões no mesmo mês de 2025. Esse desempenho está relacionado com as tarifas impostas pelo governo norte-americano, que começaram a ser aplicadas de forma escalonada a partir de abril, afetando especialmente produtos como aço e alumínio. Em agosto, foi imposta uma sobretaxa de 50% para o Brasil, embora mais de 700 itens tenham sido excluídos da taxação.
Após negociações bilaterais, os EUA retiraram do tarifaço produtos como carne bovina, café, açaí e cacau em novembro, mas parte da pauta ainda permanece tarifada. As importações brasileiras provenientes dos EUA também caíram, somando US$ 3,07 bilhões, uma redução de 10,9% em relação a janeiro de 2025.
Como resultado, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos apresentou déficit de US$ 668 milhões em janeiro de 2026.
O desempenho geral da balança brasileira foi compensado pelo aumento das exportações para outras regiões. As vendas para a China cresceram 17,4%, chegando a US$ 6,47 bilhões. O México registrou alta de 24,4%, com exportações de US$ 411 milhões. O Oriente Médio registrou aumento de 31,6%, totalizando US$ 1,78 bilhão.
Por outro lado, a balança comercial apresentou déficits com alguns blocos econômicos. O Mercosul apresentou queda de 13,5% nas exportações brasileiras, que somaram US$ 1,45 bilhão. A União Europeia também registrou redução de 6,2%, com exportações brasileiras de US$ 3,92 bilhões.
O aumento do superávit comercial em janeiro reflete a estratégia brasileira de diversificação dos mercados, que tem ajudado a mitigar os efeitos das tarifas dos Estados Unidos. Apesar disso, o cenário indica desafios para a recuperação plena das vendas brasileiras no mercado norte-americano.
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Fonte: g1.globo.com
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