Um documentário lançado pela Netflix nesta quarta-feira (4)

Um documentário lançado pela Netflix nesta quarta-feira (4) sobre o caso da enfermeira britânica Lucy Letby, condenada à prisão perpétua por assassinato de sete bebês, causou revolta nos pais da acusada. A produção apresenta imagens inéditas e questiona aspectos do processo judicial que repercutiu internacionalmente.
“Investigando Lucy Letby” traz imagens da detenção de Letby em 2018 e depoimentos que expõem dúvidas sobre a condenação. A enfermeira de 36 anos foi sentenciada em agosto de 2023 por matar recém-nascidos no hospital Countess of Chester, entre 2015 e 2016, por meio de injeção de ar intravenosa e introdução de ar ou excesso de leite no estômago das vítimas. Ela também foi considerada culpada de sete tentativas de homicídio.
Os pais de Lucy, John e Susan Letby, divulgaram uma nota no sábado (2) classificando o documentário como uma “violação total da vida privada” e criticaram a pressão da mídia durante todo o processo. A indignação se concentra especialmente nas imagens da prisão da filha, gravadas por um policial, que exibem a enfermeira algemada e abalada.
O filme tem duração de uma hora e meia e procura apresentar as versões do público e da defesa. A produção inclui cenas dos interrogatórios policiais e do diário pessoal da enfermeira, no qual datas coincidentes com os óbitos dos bebês são assinaladas. Também mostra o depoimento da mãe de uma das vítimas.
Um dos pontos abordados é o questionamento do médico legista canadense Shoo Lee, que contestou as perícias usadas no julgamento e se declarou convencido da inocência de Letby. Além disso, o ex-pediatra John Gibbs, que trabalhou no mesmo hospital, afirmou considerar a possibilidade de erro judicial, apesar de declarar não acreditar que tenha havido falha do tribunal.
O caso segue sob revisão pela Comissão de Revisão de Casos Criminais do Reino Unido, órgão responsável por examinar possíveis erros judiciais. Paralelamente, um médico legista iniciará em 5 de maio a análise das causas de seis mortes de bebês, cujos resultados poderão ser encaminhados ao Ministério Público. Já a causa da morte do sétimo bebê não foi determinada.
Lucy Letby negou todas as acusações durante o julgamento e buscou recursos, que foram rejeitados pela Justiça britânica. Em entrevista à rádio LBC News nesta quarta (4), o ministro da Saúde, Wes Streeting, afirmou manter confiança nas decisões judiciais, exceto se forem invalidadas pelas instâncias superiores.
O documentário reacende o debate público sobre o caso que marcou a Justiça do Reino Unido, questionando tanto o processo que levou à condenação quanto as circunstâncias das mortes na unidade neonatal. A produção adiciona novas informações a um episódio ainda envolto em controvérsias e sentimentos conflitantes entre familiares, autoridades e a sociedade.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com