O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, viajou nesta quarta-feira (4) para São Paulo com o objetivo de negociar a venda de carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. A iniciativa integra a estratégia do BRB para reduzir riscos e recompor o caixa após a crise envolvendo créditos de baixa qualidade comprados da instituição em liquidação.
A diretoria do BRB está em contato com investidores na região da Faria Lima, principal centro financeiro de São Paulo, para vender ativos considerados não estratégicos pelo banco. Entre os bens colocados à venda estão um terreno próximo à Cidade Jardim, além de imóveis, restaurantes e outros ativos. A expectativa é atrair fundos especializados em ativos problemáticos e investidores imobiliários.
A venda dos ativos ocorre em um momento de tensão para o banco regional, que desde 2024 vinha adquirindo carteiras do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro e atualmente em processo de liquidação extrajudicial. O proprietário do Master está sob investigação da Polícia Federal por suposto esquema de fraudes bilionárias. O BRB comprou cerca de R$ 12 bilhões em créditos de baixa qualidade sem garantia financeira ligados ao Master.
O Banco Central determinou que o BRB reserve R$ 3 bilhões para assegurar a estabilidade das operações após as aquisições. Em 2025, o BRB chegou a firmar acordo para comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a transação foi barrada pela autarquia em setembro do mesmo ano.
Além das suspeitas relacionadas à compra do Banco Master, a Polícia Federal abriu um novo inquérito para investigar possíveis práticas de gestão fraudulenta na administração do BRB onde, segundo os levantamentos, houve uma aquisição fragmentada e dificultada de rastreamento de ações do próprio banco por empresários ligados ao Master e à Reag Investimentos.
Entre os investigados estão Daniel Vorcaro, o ex-sócio do Master Maurício Quadrado e João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos. Eles teriam adquirido ações do BRB como pessoas físicas por meio de múltiplos fundos e estruturas intermediárias, dificultando a identificação dos reais compradores.
A crise resultou na saída do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ligado ao período em que foram feitas as aquisições dos créditos do Master. Nelson Antônio de Souza assumiu a presidência do banco e lidera agora o processo de desinvestimento dos ativos para reduzir os riscos financeiros da instituição.
O BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, busca minimizar os efeitos da crise financeira pós aquisição dos ativos do Master por meio da recomposição do caixa e da venda dos bens que não integram sua estratégia principal de operações.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

