O simulador de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro

O simulador de aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltou a funcionar nesta quarta-feira (4) após uma semana sem operação nos canais de atendimento. A ferramenta está disponível no site e no aplicativo do INSS para auxiliar os segurados a calcularem o valor do benefício e o tempo de contribuição conforme as regras vigentes.
O simulador realiza sete tipos de cálculo, comparando diferentes regras da Previdência para indicar o quanto falta para alcançar a idade mínima ou completar o número de contribuições exigidas. Para quem está a até cinco anos da aposentadoria, a ferramenta também mostra uma previsão do valor do benefício.
Especialistas alertam que o simulador pode não apresentar informações precisas em alguns casos, especialmente quando os dados do contribuinte no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) estão desatualizados ou incompletos. O sistema obtém as informações diretamente desse cadastro, que reúne vínculos de trabalho, contribuições e salários.
Um dos erros mais comuns no CNIS é a ausência da data de saída em vínculos empregatícios encerrados, o que faz o tempo de contribuição parecer menor no cálculo do benefício. Para corrigir, o segurado pode ajustar manualmente as datas no sistema antes de simular a aposentadoria.
Além disso, é possível corrigir salários registrados incorretamente, incluir contribuições autônomas ou vínculos de trabalho que não constam no CNIS. Contudo, vínculos anteriores a 1976, quando o CNIS foi criado, podem não aparecer para o cálculo. Salários anteriores a julho de 1994 não precisam ser corrigidos, pois não entram na base do cálculo da aposentadoria.
Na hora de solicitar o benefício oficialmente, o segurado deve apresentar documentos que comprovem as informações incluídas, como a carteira de trabalho. O servidor do INSS poderá corrigir eventuais inconsistências no CNIS durante o processamento do pedido.
Outro problema destacado refere-se a vínculos de trabalho que não registraram recolhimento regular do INSS pela empresa. Nestes casos, mesmo que o vínculo esteja anotado na carteira de trabalho, ele pode não constar no CNIS, prejudicando o cálculo do tempo de contribuição no simulador.
Para esses casos, o trabalhador deve incluir manualmente os vínculos e apresentar os documentos comprobatórios ao solicitar a aposentadoria. O recolhimento do INSS pelas empresas é obrigatório e o registro na carteira serve como prova da atividade exercida.
O simulador também não contempla condições especiais de aposentadoria, que se aplicam a categorias como professores, pessoas com deficiência e trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde. Essas modalidades possuem regras específicas que exigem comprovação detalhada e não são simuladas pelo sistema.
O INSS recomenda que os segurados pesquisem detalhadamente as exigências de cada tipo de aposentadoria especial e, quando necessário, consultem advogados especializados em direito previdenciário. A orientação inclui reunir todos os documentos que comprovem os vínculos e condições de trabalho, como carteira de trabalho, termos de rescisão, Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e contracheques.
Apesar das limitações, a ferramenta reforça a importância de manter o CNIS atualizado para simular o benefício com maior precisão e planejar a aposentadoria. O acesso fácil ao simulador pode ajudar os segurados a entender melhor suas condições, mas a análise detalhada e a comprovação documental continuam fundamentais para o pedido do benefício.
Palavras-chave relacionadas para SEO: simulador de aposentadoria INSS, cálculo aposentadoria INSS, CNIS atualizado, regras aposentadoria 2026, aposentadoria especial INSS, tempo de contribuição INSS, benefício previdenciário, direito previdenciário, revisão CNIS, aposentadoria professores, aposentadoria pessoas com deficiência.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com