Pesquisadores do Paraná estão desenvolvendo uma variedade de soja resistente ao calor e à seca por meio da edição gênica para garantir maior produtividade em condições climáticas adversas. O trabalho visa minimizar os impactos das ondas de calor no plantio, um problema que afeta diversas culturas ao longo do ano.
A técnica utilizada consiste na edição genética, que permite a transferência de genes dentro da mesma espécie, combinando características desejadas, como resistência e produtividade. Por exemplo, um gene relacionado à resistência à seca pode ser inserido em uma variedade de soja mais produtiva, criando uma nova variedade com ambos os atributos.
Diferentemente da transgenia, que insere genes de espécies distintas, a edição gênica utiliza apenas genes da própria planta, o que reduz o tempo necessário para o melhoramento genético. O método tradicional por cruzamento pode levar até 15 anos para resultados consistentes, enquanto a edição genética permite criar novas variedades em até dois anos, conforme explica o agrônomo Alexandre Nepomuceno, da Embrapa.
O processo começa com a seleção das variedades de soja a serem trabalhadas. Em seguida, folhas das plantas são coletadas e o DNA é extraído usando nitrogênio líquido, que rompe as células e libera o material genético. Os pesquisadores analisam o DNA, identificam os genes de interesse, recortam-nos e os inserem em outras plantas previamente selecionadas.
Com essa abordagem, os cientistas esperam obter plantas que suportem melhor as condições de calor e seca, mantendo elevados níveis de produtividade. A iniciativa integra esforços para adaptar a agricultura brasileira às mudanças climáticas e garantir segurança alimentar.
Essa técnica já tem sido aplicada em outros cultivos, como o milho, onde pesquisadores alteraram a genética para conferir resistência a altas temperaturas e períodos de seca. O avanço na edição genética é visto como uma ferramenta importante para o futuro da agropecuária.
A pesquisa desenvolvida no Paraná reforça o papel da Embrapa e de instituições parceiras no desenvolvimento de tecnologias que respondam rapidamente às demandas do setor agrícola, minimizando prejuízos econômicos e aumentando a eficiência das lavouras.
Com a popularização da edição gênica, o cenário agrícola poderá contar com novas variedades que enfrentam condições climáticas cada vez mais extremas, promovendo a sustentabilidade e o desenvolvimento rural no país.
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Fonte: g1.globo.com
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