Os preços dos ingressos para shows internacionais no

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Os preços dos ingressos para shows internacionais no Brasil aumentaram significativamente nos últimos anos devido a diversos fatores que vão além da inflação, segundo especialistas ouvidos pelo g1. A alta preocupa fãs que esperavam condições semelhantes às de anos anteriores para ver seus artistas favoritos no país.

A principal causa do aumento é o crescimento do cachê dos artistas, que dependem cada vez mais dos shows ao vivo para sua renda, já que as plataformas de streaming não geram ganhos suficientes. Além disso, os espetáculos tornaram-se mais elaborados, com investimentos em tecnologia, iluminação e efeitos especiais, o que eleva os custos de produção e logística.

Outros elementos que influenciam o preço dos ingressos são o aumento dos custos com passagens aéreas, transporte de equipamentos, hotéis e salários das equipes envolvidas. A soma desses gastos reflete na precificação final, que inclui também diversas taxas cobradas na venda online, elevando o valor pago pelo consumidor em cerca de 20% a 30%.

O caso do Brasil tem especificidades. A existência da meia-entrada obriga as produtoras a ajustar os preços da inteira para compensar o desconto concedido, o que impacta o custo médio do ingresso. Além disso, o sistema tributário brasileiro incide sobre o valor bruto do cachê do artista, diferentemente do modelo aplicado em alguns países europeus, onde impostos são calculados sobre o lucro líquido, o que torna mais oneroso trazer shows internacionais para o país.

Comparações entre turnês recentes evidenciam o aumento acima da inflação. A “Love on Tour” de Harry Styles teve ingressos para pista vendidos a R$ 358 em 2022, enquanto os mesmos lugares na turnê atual chegam a R$ 700, quase o dobro, embora a inflação acumulada esteja entre 20% e 25%. A banda Iron Maiden também teve acréscimos de até 49% nos ingressos para shows em São Paulo no mesmo período.

Produtoras responsáveis pela maioria dos shows internacionais no Brasil, como Live Nation e 30e, não comentaram a alta nos preços. No entanto, o Procon-SP tem fiscalizado o setor e aplicado multas contra empresas por cobranças indevidas de taxas, ressaltando a preocupação com a transparência e a justiça nos valores cobrados.

O aumento dos preços não é exclusivo do Brasil. Em outros mercados, como nos Estados Unidos, a variação de preços dentro de um mesmo setor é comum, e o modelo de “preço dinâmico” ajusta o valor dos ingressos conforme a demanda, elevando custos quando a procura é maior. No Brasil, essa prática não é adotada, o que pode ser visto como uma vantagem para os consumidores locais.

Artistas e consumidores têm manifestado insatisfação com o cenário global. Taylor Swift, Pearl Jam e Bruce Springsteen, entre outros, já criticaram empresas líderes de venda de ingressos, como a Ticketmaster, conhecida por altas taxas e práticas comerciais questionadas, enfrentando processos judiciais nos Estados Unidos.

A continuidade da venda de ingressos esgotados indica que o mercado mantém preços elevados sem perda significativa de público, o que reduz incentivos para diminuição dos valores. Para os fãs, a decisão sobre até onde é viável pagar passou a ser um desafio constante na hora de garantir a presença em shows internacionais no Brasil.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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