Golpes financeiros e virtuais devem aumentar em 2026, alertam especialistas devido ao avanço da tecnologia e à vulnerabilidade econômica das pessoas. Criminosos usam mensagens e métodos sofisticados, incluindo inteligência artificial, para aplicar fraudes online e obter vantagens financeiras de vítimas.
O golpe do dinheiro esquecido é um dos mais comuns, em que mensagens falsas informam que o destinatário tem valores a receber do governo ou saques disponíveis. Essas mensagens buscam atrair pessoas em situação financeira delicada. Especialistas apontam que a sofisticação das fraudes dificulta distinguir informações legítimas de falsas.
Nos Estados Unidos, o crescimento das fraudes para idosos é expressivo. Entre 2020 e 2024, o número de denúncias de perdas acima de dez mil dólares quadruplicou para pessoas com mais de 60 anos, segundo dados da Comissão Federal de Comércio. As perdas financeiras relatadas acima de cem mil dólares passaram de 55 milhões para 445 milhões de dólares no mesmo período, com subnotificação agravando a situação.
Para 2026, especialistas indicam cinco modalidades de golpes que merecem atenção. O primeiro é o golpe de recuperação, em que criminosos prometem ajudar a vítima a reaver valores perdidos, mas cobram taxas por serviços inexistentes. Muitas vezes, esses golpes vêm acompanhados de aliciamento financeiro, que inclui investimentos falsos em criptomoedas.
Outra modalidade é a prisão digital. Golpistas utilizam ligações e videochamadas para amedrontar as vítimas, fingindo ser autoridades policiais. Eles usam vídeos deepfake e documentos falsificados para pressionar o pagamento de multas e acordos. A polícia, no entanto, não comunica essas ações por telefone ou mensagens.
O golpe do “Olá, pervertido” usa a chantagem. Os criminosos afirmam ter hackeado o computador da vítima e gravado vídeos comprometedores, ameaçando enviar o conteúdo para contatos caso não recebam pagamento. As mensagens são geralmente enviadas em PDF para burlar sistemas de filtragem.
Golpes românticos permanecem prevalentes e causam prejuízos emocionais e financeiros. Golpistas criam perfis falsos e se aproximam da vítima em redes sociais ou aplicativos de namoro para solicitar dinheiro ou induzir a investimentos fraudulentos, especialmente em criptomoedas. Eles usam técnicas como o love bombing para estabelecer controle emocional.
Por fim, os golpes de emprego atingem principalmente pessoas desempregadas ou em busca de recolocação. Falsos recrutadores anunciam vagas inexistentes e podem exigir pagamento antecipado para garantir a contratação. A intenção é obter dados pessoais ou dinheiro das vítimas.
Para se proteger, especialistas recomendam cautela com cobranças antecipadas e mensagens com pedido de pagamento. É essencial desconfiar de pressões para ação imediata, verificar a autenticidade das empresas e dos contatos e não compartilhar informações pessoais em canais não oficiais. Em caso de dúvidas, procurar órgãos de defesa do consumidor e autoridades policiais.
A combinação da vulnerabilidade econômica com o avanço da inteligência artificial amplia o risco de golpes em 2026. Manter-se informado e adotar práticas seguras pode reduzir as chances de cair nessas fraudes que causam perdas financeiras e danos emocionais.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

