A cantora Chappell Roan usou uma prótese no tapete vermelho do Grammy Awards 2026 para sustentar seu vestido da marca Mugler, que deixou seus seios à mostra, chamando atenção durante a premiação realizada neste domingo (1º), em Las Vegas. A escolha do look foi uma releitura de um vestido icônico de 1998, adaptado para evitar incidentes e com forte apelo estético.
O vestido original, criado por Thierry Mugler e apresentado por Erica Vanbrel em desfile de alta-costura, serviu de inspiração para uma peça da coleção primavera-verão 2026 da marca. A versão usada por Chappell Roan contou com próteses suturadas por piercings, que sustentavam o tecido no lugar dos mamilos reais, garantindo segurança diante da longa cauda da roupa. O tom vermelho-vinho da peça combinou com o cabelo ruivo da artista.
Andrew Dahling, maquiador de Chappell, explicou à revista “Elle” que o look buscou equilibrar sensualidade e elegância, com referência aos anos 1990, fazendo homenagem ao período original do vestido. O estilo do visual uniu provocação e sofisticação, diferindo da nudez exibida no Grammy 2025 pela empresária Bianca Censori, cuja passagem polêmica levantou debates sobre códigos de vestimenta no evento.
Após a controvérsia de Censori, ainda não existe um código oficial divulgado pela Recording Academy, organizadora do Grammy, determinando regras rígidas para o red carpet. Fontes ligadas a artistas brasileiros indicaram que o traje oficial é gala, entendido como padrão pelos estilistas e convidados, mas não há uma regra formal escrita nos convites.
O site Deadline publicou em 2013 um suposto memorando, nunca confirmado pela emissora CBS, que sugeria limitações para roupas excessivamente reveladoras, como exposições de seios ou nádegas, e proibia gêneros genitais à mostra, além de acessórios de campanhas políticas. Contudo, a flexibilidade do chamado “black-tie artístico” mantém espaço para manifestações individuais no visual dos artistas.
No Grammy 2026, artistas usaram um pin azul em formato de coração como símbolo de apoio às vítimas dos incêndios na Califórnia, mostrando que mesmo elementos extras podem ser incorporados ao dress code de forma simbólica.
O visual de Chappell Roan reforça o diálogo entre moda, identidade e expressão artística nas premiações, ao combinar elementos de provocação e elegância com referências históricas no mundo da alta-costura. Ainda assim, o debate sobre a necessidade de um código de vestimenta mais explícito permanece aberto entre organizadores, artistas e público.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

