O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para

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O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para o menor nível desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na sexta-feira (30), devido à seca persistente que forçou os pecuaristas a reduzir o número de animais. Com 86,2 milhões de bovinos e bezerros contabilizados em 1º de janeiro, os preços da carne bovina devem continuar elevados para os consumidores pelo menos nos próximos dois anos.

Segundo o USDA, o rebanho apresentou um declínio de 0,4% em relação ao ano anterior, quando já havia atingido o menor tamanho em mais de sete décadas. A seca que afetou diversos estados do oeste dos EUA comprometeu as pastagens e elevou os custos da alimentação animal, levando os produtores a abatere mais gado em vez de manter estoque para reprodução.

Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale, afirmou que não há indicativos de uma recuperação significativa no rebanho em curto prazo. Ele explicou que a criação de gado até o ponto de abate leva cerca de dois anos, o que deve manter os preços altos nesse período caso os pecuaristas optem por recompor seus estoques.

Os preços da carne bovina nos supermercados americanos chegaram a recordes recentes, refletindo a escassez do rebanho. Em dezembro, o preço da carne moída atingiu US$ 6,69 por libra, um aumento de 2% em relação ao mês anterior e 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Bureau of Labor Statistics.

O número de vacas destinadas ao corte também caiu, totalizando 27,6 milhões em 1º de janeiro, o menor patamar desde 1961. As vacas leiteiras, que podem ser abatidas para produção de carne, também fazem parte do cálculo do rebanho total.

Além do impacto climático, fatores econômicos pressionam o setor. O aumento do preço do gado incentiva os pecuaristas a vender os animais para abate em vez de mantê-los para reprodução, ampliando a redução do rebanho.

A Tyson Foods, uma das maiores processadoras de carne bovina dos EUA, anunciou o fechamento permanente de uma fábrica em Nebraska, que empregava cerca de 3.200 trabalhadores, e a redução das operações em uma unidade no Texas. A companhia deve divulgar seus resultados financeiros trimestrais na próxima segunda-feira.

A queda no tamanho do rebanho e os preços elevados da carne bovina também afetam a economia do consumidor norte-americano, impactando a confiança do consumidor, que em janeiro atingiu o nível mais baixo em mais de 11 anos. Em 2023, o então presidente Donald Trump comprometeu-se a reduzir os preços da carne bovina, mas os valores continuaram a subir, afetando a percepção pública e influenciando o debate político.

Assim, o setor de pecuária enfrenta desafios climáticos e econômicos que devem manter a oferta apertada nos próximos anos, resultando em preços elevados para os consumidores americanos.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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