Em novembro de 2024, o Banco Central (BC) alertou Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para resolver problemas de liquidez e governança em até 180 dias, prazo que terminou em maio de 2025, antes da liquidação da instituição. Na época da liquidação, em novembro de 2025, o banco possuía apenas R$ 4 milhões em caixa, enfrentava compromissos diários acima de R$ 100 milhões e devia R$ 2 bilhões em compulsórios ao BC.
Segundo depoimento de um diretor do Banco Central, o BC já identificava dificuldades financeiras no Master e exigia reestruturação para manter o banco aberto. O alerta formal ao proprietário demonstra que o BC acompanhava de perto a situação da instituição durante a gestão de Roberto Campos Neto.
Vorcaro afirmou que, em novembro de 2024, estava negociando um acordo liderado pela Fictor, com participação de fundos árabes, para preservar o banco. Ele criticou a ação do BC, considerando a liquidação precipitada. Posteriormente, a Fictor entrou com pedido de recuperação judicial, e os fundos árabes envolvidos nunca tiveram seus nomes divulgados.
O Banco Master buscou alternativas no mercado e fechou acordo para venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado ao Banco de Brasília (BRB), que após análise do BC foram consideradas fraudulentas. O BC não aprovou a venda do banco para o BRB e determinou o cancelamento das operações.
A operação prejudicou o BRB em mais de R$ 4 bilhões, valor que deverá ser coberto pelo governo do Distrito Federal. As irregularidades na venda de crédito consignado afetaram milhares de aposentados e pensionistas.
A liquidação do Banco Master intensificou a fiscalização e reitera o papel do BC em controlar a estabilidade financeira das instituições. A situação ainda gera impactos para o setor bancário e para os clientes afetados pelos créditos fraudulentos.
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Fonte: g1.globo.com
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