Márcio Borges completa 80 anos neste 31 de janeiro de 2026 como um dos letristas fundamentais do Clube da Esquina, movimento musical surgido em Minas Gerais. Ele celebra a data com o lançamento do álbum póstumo “A estrada”, fruto de parcerias inéditas com seu irmão, o compositor Lô Borges, que faleceu em novembro de 2025.
O álbum “A estrada” reúne composições feitas por Márcio e Lô Borges, concebidas antes da morte do músico. O lançamento está previsto para este ano e amplia o repertório de Lô, que deixou uma obra marcada por melodias e harmonias elaboradas. O trabalho sucede o álbum “Muito além do fim”, lançado em 2021.
Nascido em Belo Horizonte, Márcio Borges tem sua carreira ligada ao Clube da Esquina, ao lado de nomes como Fernando Brant e Ronaldo Bastos. Sua contribuição está no lirismo das letras, que transitam entre a melancolia, a fé, os sonhos e a valorização da juventude e da amizade.
Apesar de sua atuação discreta e fora dos holofotes, Márcio é o autor das letras de várias músicas importantes na obra de Lô Borges. Entre elas estão “Para Lennon & McCartney” (1970), “Tudo que você podia ser” (1972), “Um girassol da cor de seu cabelo” (1972), “Não se apague esta noite” (1972), “Equatorial” (1979) e “Quem sabe isso quer dizer amor” (2002).
No mês de seu aniversário, Márcio Borges foi eleito para a Academia Mineira de Letras. Sua parceria com Milton Nascimento, figura central do Clube da Esquina, é destacada pela composição de canções como “Clube da Esquina” (1970 e 1972), além de “Crença” (1967), “Gira girou” (1967), “Vera Cruz” (1968) e “Txai” (1990), entre outras.
Com outros integrantes do movimento, Borges colaborou em diversas obras. Com Beto Guedes, escreveu “Contos da lua vaga” (1981). Com Flávio Venturini, assina “Planeta sonho” (1980) e “Linda juventude” (1982), ambas associadas à banda 14 Bis. Essas músicas refletem a linha poética que caracteriza sua trajetória.
A obra de Márcio Borges se destaca pela abordagem poética que mistura elementos da cultura mineira e brasileira, mantendo um alcance universal. Sua produção literária musical destaca valores como a amizade, o sonho e a espiritualidade.
O lançamento do álbum “A estrada” e sua entrada na Academia Mineira de Letras marcam este momento de celebração dos 80 anos do letrista. A data reforça a importância de sua contribuição para a música brasileira e o legado do Clube da Esquina.
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Fonte: g1.globo.com
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