O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta sexta-feira (30) as críticas ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e anunciou sua indicação para a presidência do banco central, o economista Kevin Warsh. O conflito entre Trump e Powell tem se destacado desde 2025, quando o presidente americano passou a pressionar por cortes agressivos nas taxas de juros, enquanto Powell prioriza o controle da inflação mantendo a independência do Fed.

No primeiro semestre de 2025, Trump iniciou as tensões com críticas públicas às decisões do Fed. Em março, repudiou a decisão de manter os juros estáveis, afirmando que cortes seriam mais adequados. Em abril, durante o chamado “Dia da Libertação”, defendeu que juros menores ajudariam a economia frente a novas tarifas de importação. Em maio, no primeiro encontro presencial na Casa Branca, Trump disse a Powell que ele cometia um “erro” ao não reduzir os juros, mas Powell respondeu que a política monetária depende dos dados econômicos e reafirmou a independência do Fed.

Em junho de 2025, Trump aumentou a pressão nas redes sociais, chamando Powell de “burro” e “teimoso” e sugerindo que o Congresso deveria intervir. Powell, em audiência no Congresso, ignorou os ataques pessoais e afirmou que não havia pressa para reduzir os juros diante da incerteza inflacionária.

A tensão escalou no segundo semestre de 2025. Em julho, Trump qualificou Powell de “estúpido” e “cabeça oca”, alegando que a política monetária prejudicava a população. Em outubro, o presidente o chamou de “chefe incompetente do Fed” e disse que Powell sairia do cargo em poucos meses. Em novembro, a Casa Branca classificou Powell como “mula de teimosia” por não reduzir as taxas diante da inflação alta.

O conflito atingiu novo patamar em janeiro de 2026, com a abertura de uma investigação criminal pelo Departamento de Justiça (DOJ) contra Powell, acusando-o de má administração e mentiras ao Congresso relacionadas a reformas nos prédios do Fed. Em 11 de janeiro, Trump negou participação direta na investigação, mas criticou Powell afirmando que ele não é eficiente nem na presidência do Fed nem na administração das obras.

Powell respondeu, em vídeo, acusando o governo de usar a investigação como “pretexto” para intimidação política e disse que a ameaça de processos criminais resulta da decisão do Fed de definir as taxas com base no interesse público, não nas preferências do presidente.

No dia 14 de janeiro, Trump declarou à Reuters que não tinha planos imediatos para demitir Powell, mas considerou que ainda era “muito cedo” para tomar uma decisão. No final do mês, em 29 de janeiro, após o Fed manter os juros entre 3,50% e 3,75%, Trump voltou a criticar Powell, chamando-o de “imbecil” e acusando-o de prejudicar o país e a segurança nacional. Segundo Trump, a política atual do Fed estaria custando aos Estados Unidos centenas de bilhões de dólares por ano em juros desnecessários.

Nesta sexta-feira (30), Trump anunciou que indicará um sucessor para Powell, cujo mandato termina em maio, tendo Kevin Warsh como principal cotado para o cargo. A nomeação deve marcar um novo capítulo na disputa que reflete tensões entre o governo americano e o banco central independente.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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