O musical “Fafá de Belém – O musical” estreia no

O musical “Fafá de Belém – O musical” estreia no Rio de Janeiro, em temporada no Teatro Riachuelo até 8 de março, e retrata a vida da cantora paraense, sua trajetória cultural e o engajamento político, destacando sua relação com a brasilidade amazônica.
Dirigido por Jô Santana e com direção artística e texto de Gustavo Gasparani em parceria com Eduardo Rieche, o espetáculo apresenta a artista em três fases da vida, interpretadas por diferentes atrizes. Lucinha Lins representa a Fafá atual, com cabelos platinados e postura mais reflexiva. Helga Nemetik encarna a fase dos anos 1970 e 1980, e Laura Saab interpreta a infância e adolescência da cantora.
O musical usa a estrutura de um documentário fictício para mostrar momentos importantes da carreira e da vida pessoal de Fafá de Belém, incluindo sua origem na Amazônia, a relação com a fé paraense e seu envolvimento político. A peça aborda a participação da artista na campanha Diretas Já, em 1984, assim como a reação negativa que ela enfrentou na mídia, representada no texto.
A dramaturgia reconstitui eventos da carreira, salientando desde o início no samba de roda “Filho da Bahia” até o sucesso com músicas como “Bilhete”, “Memórias” e “Bandoleiro”. Além disso, destaca a simbologia amazônica, com a representação do saxofonista Raul Mascarenhas como boto, figura folclórica local.
As interpretações das atrizes mantêm suas características individuais sem se sobrepor, com Lucinha Lins conseguindo reproduzir o tom de voz original da cantora e sua risada marcante. Helga Nemetik traz vigor e expressão para a fase mais jovial, enquanto Laura Saab retrata a infância com naturalidade.
O espetáculo faz uso de vozes de transformistas em algumas canções para evidenciar o carinho da comunidade LGBTQIA+ pela artista. A montagem ainda inclui menções a executivos da indústria fonográfica que tiveram influência na carreira de Fafá, embora suas representações em cena sejam ficcionais.
A duração do musical é aproximada de três horas, dividida em dois atos com intervalo. A produção é considerada um dos melhores trabalhos da série idealizada por Jô Santana, com destaque para a fluidez da narrativa e a ambientação colorida e brasileira do espetáculo.
O encerramento ocorre com a toada amazônica “Vermelho”, cantada em conjunto, reforçando a ligação cultural entre Fafá de Belém e sua terra natal. O musical busca celebrar a trajetória da cantora, exibindo sua brasilidade e sua importância no contexto histórico, social e cultural brasileiro.
Em resumo, “Fafá de Belém – O musical” destaca aspectos biográficos e simbólicos da vida da artista, mantendo uma abordagem próxima à própria visão dela, e evidencia seu legado artístico e político por meio de uma montagem estruturada e envolvente que permanece em cartaz no Rio de Janeiro até o início de março.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com