O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (29) que não houve diálogo entre o Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda durante a gestão do ex-presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. A afirmação ocorre em meio à investigação interna do BC sobre a fiscalização e liquidação extrajudicial do Banco Master, que pertence a Daniel Vorcaro.

O procedimento investigativo foi iniciado pelo BC em novembro de 2023, de forma sigilosa. A auditoria apura possíveis falhas na atuação do órgão, especialmente no monitoramento das operações de risco do Banco Master antes da decisão de liquidação. A fiscalização busca entender por que os alertas técnicos não identificaram antecipadamente a gravidade da situação.

De acordo com informações obtidas pelo blog da jornalista Ana Flor, o foco da auditoria concentra-se nas ações tomadas durante a gestão de Campos Neto, que comandou o BC desde 2019 até pouco antes da posse do atual presidente, Gabriel Galípolo. A investigação segue a linha de que a liquidação extrajudicial do banco poderia ter ocorrido antes, contrariando a defesa dos ex-gestores do Banco Master, que consideraram a medida precipitada.

Haddad ressaltou que a comunicação entre o Ministério da Fazenda e o BC só foi retomada após a posse de Gabriel Galípolo. O atual presidente da autoridade monetária, conforme o ministro, identificou rapidamente a gravidade do caso e envolveu o Ministério Público e a Polícia Federal para apurar suspeitas de fraude em carteiras do banco.

A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em 2023, após a constatação do aumento das operações de risco. A auditoria interna do BC busca esclarecer os motivos da demora na detecção desses riscos e avaliar a atuação técnica do órgão regulador durante o processo.

Até o momento, o processo permanece sob sigilo, e o BC mantém restrições quanto à divulgação de detalhes da investigação. Representantes do Banco Master e ex-gestores não se manifestaram oficialmente sobre as declarações recentes.

A atuação do Banco Central e a liquidação do Banco Master têm sido acompanhadas de perto por agentes do mercado financeiro e autoridades regulatórias, dada a relevância do caso para o sistema bancário nacional.

A investigação interna e os desdobramentos do caso deverão influenciar futuras políticas de fiscalização e supervisão dentro do Banco Central, visando aprimorar os mecanismos de controle sobre instituições financeiras.

Esta reportagem segue em atualização.

Palavras-chave: Banco Central, Ministério da Fazenda, liquidação extrajudicial, Banco Master, Roberto Campos Neto, Gabriel Galípolo, fiscalização bancária, investigação interna, fraude bancária, estoque de risco financeiro.

Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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