O cineasta, documentarista e gestor cultural Silvio Da-Rin morreu aos 77 anos na madrugada desta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. Ele estava internado por um longo período, segundo familiares, e a causa da morte não foi divulgada.
Silvio Da-Rin foi secretário do Audiovisual no Ministério da Cultura entre 2007 e 2010, durante o governo Lula, quando Gilberto Gil era ministro. Na função, participou da formulação de políticas públicas para fortalecer a produção independente e ampliar a presença do conteúdo brasileiro na TV.
Carioca, nascido em 1949, Da-Rin iniciou a carreira como técnico de som, contribuindo em cerca de 150 produções audiovisuais. Foi responsável pela sonorização de filmes importantes da retomada do cinema nacional, como “Pequeno Dicionário Amoroso”, “Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão” e “Quase Dois Irmãos”.
Na direção, estreou em 1980 com o curta-metragem “Fênix”, que reuniu depoimentos sobre repressão durante a ditadura militar. Realizou ainda obras como “O Príncipe do Fogo” e “Igreja da Libertação”. Seu trabalho mais reconhecido foi o documentário “Hércules 56” (2006), que reconstrói o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, episódio emblemático da resistência ao regime militar brasileiro.
Em 2012, lançou o documentário “Paralelo 10”, que retrata as dificuldades enfrentadas pelas populações indígenas da Amazônia, campo que explorou pessoalmente em busca de tribos isoladas.
Além da produção cinematográfica, Da-Rin teve papel ativo em entidades do setor audiovisual, presidindo a Federação de Cineclubes e integrando a Associação Brasileira de Documentaristas (ABD). Também atuou no âmbito acadêmico, publicando em 2004 o livro “Espelho Partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico”, resultado de sua dissertação de mestrado na UFRJ, referência para estudiosos e profissionais do cinema documental.
Entre 2010 e 2012, trabalhou na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) como gerente executivo de Articulação Internacional e Licenciamento, colaborando para o fortalecimento da comunicação pública.
O Ministério da Cultura manifestou profundo pesar pela morte do cineasta, destacando seu compromisso com o pensamento crítico e a preservação da memória audiovisual brasileira, além de seu legado para o cinema nacional e para as políticas públicas do setor.
A RioFilme também publicou nota oficial, lembrando a trajetória de Da-Rin como técnico de som, diretor e formulador de políticas públicas, ressaltando seu papel na construção de uma cinematografia documental vinculada a reflexões políticas e sociais do Brasil.
O velório de Silvio Da-Rin está marcado para sexta-feira (30), às 16h, no Cemitério São Francisco de Paula, no Catumbi, região central do Rio de Janeiro.
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Fonte: g1.globo.com
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