O Brasil registra desde o final de 2025 uma série de espetáculos teatrais infantis inspirados na animação “Guerreiras do K-Pop“, da Sony e Netflix, que se tornaram fenômeno cultural. O crescimento dessas produções acontece em meio à ausência de versões oficiais no país, levando produtoras locais a criarem adaptações que replicam visual, música e coreografia do filme.
Segundo levantamento do g1, mais de 20 peças diferentes estão em cartaz em diversas regiões do país, com títulos que evitam o uso direto da marca para não infringir direitos autorais. Essas produções são apresentadas como paródias ou tributos, dispensando citação direta à Netflix ou à Sony nos materiais de divulgação.
As peças trazem protagonistas inspiradas nas personagens principais Rumi, Mira e Zoey, replicando o figurino e as coreografias. A maioria utiliza a exceção de execução pública musical, pagando taxas ao Ecad para permitir o uso das músicas originais em versões cantadas ao vivo, como se fossem shows cover.
“Guerreiras do K-Pop” (“K-Pop: Demon Hunters”) foi lançado em 2023 e narra a história de um grupo feminino de idols que luta contra forças sobrenaturais, enquanto mantém uma vida dupla entre a fama pop e batalhas secretas. O filme reúne elementos de cultura pop coreana, coreografias elaboradas e folclore asiático, alcançando o status de longa original mais visto da Netflix.
A trilha sonora do filme fez sete músicas entrarem no top 20 global do Spotify, destacando faixas como “Golden”, “Your Idol” e “How It’s Done”. O sucesso musical impulsionou o interesse no universo das Guerreiras do K-Pop, que agora se materializa também em peças teatrais por todo o Brasil.
Os espetáculos listados pelo g1 apresentam variações nos títulos e narrativas para se distanciarem do material original oficialmente licenciado. Entre eles estão:
– “Defensores do K-Pop”, em estados do Sul, que se apresenta como livremente inspirado na cultura pop coreana.
– “Guerreiras Mágicas do K-Pop”, em estados do Nordeste e Norte, com foco em dança e interação mágica.
– “Caçadoras do K-Pop”, em Minas Gerais, que acrescenta efeitos especiais no palco.
– “Jovens Guerreiras”, no Rio de Janeiro, que adota um tom mais lúdico.
– “Heroínas do K-Pop”, em São Paulo, com forte interação com o público e cenas do filme.
Outras produções incluem versões no Amazonas, Pernambuco e diferentes cidades paulistas, formando um cenário teatral que utiliza a popularidade das Guerreiras do K-Pop para atrair público infantil e familiar.
Esse movimento não é novidade no teatro nacional, já tendo ocorrido anteriormente com outras franquias infantis que originaram inúmeras versões não oficiais, como “Frozen” e “Patrulha Canina”. A principal diferença é a quantidade e abrangência das novas adaptações ligadas ao universo K-Pop.
A ausência de turnês e eventos oficiais da franquia no Brasil criou uma demanda que foi rapidamente preenchida por essas produções locais, que operam dentro de limites jurídicos específicos para evitar conflitos com direitos de propriedade intelectual.
Em resumo, as “Guerreiras do K-Pop” passaram do streaming e das plataformas digitais para os palcos brasileiros, por meio de inúmeras produções teatrais que reproduzem o fenômeno da animação em espetáculos infantis, alimentando o interesse pela cultura coreana dentro do país.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

