Economia

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco
  • Publishedjaneiro 28, 2026

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28), em audiência no Senado em Washington, que os EUA dividiram com a Venezuela os recursos da primeira venda de petróleo venezuelano desde a deposição do ex-presidente Nicolás Maduro. Rubio detalhou que dos US$ 500 milhões arrecadados, US$ 300 milhões foram repassados ao governo venezuelano, enquanto US$ 200 milhões permanecem bloqueados em uma conta.

Rubio prestou depoimento sobre a operação militar conduzida pelos EUA que resultou na captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas no dia 3 de janeiro. O casal está preso em Nova York e responde por acusações ligadas ao tráfico de drogas, das quais se declaram inocentes. A legalidade da operação permanece controversa, com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a comunidade internacional denunciando possíveis violações do direito internacional.

Durante seu depoimento, Rubio afirmou que o governo Trump tentou diversas vezes negociar a saída voluntária de Maduro. Segundo ele, o ex-presidente não era um parceiro possível para acordos. Desde a remoção de Maduro do poder, a Casa Branca passou a supervisionar o governo e as reservas petrolíferas da Venezuela.

O secretário também afirmou que os EUA mantêm um diálogo “respeitoso e produtivo” com os líderes interinos da Venezuela e que há intenção de estabelecer rapidamente presença diplomática no país. Rubio advertiu que a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, poderá ser deposta caso não coopere com as exigências norte-americanas, assim como ocorreu com Maduro.

Em seu discurso, Rubio ressaltou que o governo Trump está preparado para empregar a força caso outros métodos falhem para garantir cooperação. Ele lembrou que Delcy “conhece bem o destino de Maduro” e ressaltou que o interesse dela está alinhado com os objetivos dos EUA, segundo trecho antecipado pelo Departamento de Estado.

Delcy Rodríguez criticou recentemente a pressão dos EUA, afirmando estar “farta” das ordens de Washington. A Casa Branca, por sua vez, mantém o controle sobre o petróleo venezuelano e já advertiu que ela pagará um “preço muito alto” caso não coopere com os interesses norte-americanos, que incluem favorecer empresas petrolíferas dos EUA.

Relatórios de inteligência indicam incertezas sobre a disposição de Delcy em colaborar plenamente com o governo Trump, especialmente no rompimento de laços com aliados históricos da Venezuela, como China, Rússia e Irã. Essas informações foram divulgadas pela agência Reuters.

Rubio negou que os EUA estejam em guerra com a Venezuela e destacou que a operação não causou mortes entre os militares norte-americanos nem resultou em ocupação prolongada. Ele afirmou que se trata de uma ação bem-sucedida e realizada a baixo custo. Autoridades venezuelanas, porém, relatam mais de 100 mortes durante a ação, envolvendo venezuelanos e cubanos que tentaram proteger Maduro.

Horas após a queda de Maduro, o presidente Donald Trump disse preferir pressionar Delcy Rodríguez em vez de fortalecer a oposição venezuelana. Ele também afastou María Corina Machado, opositora ao chavismo vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2025, e que buscava suceder Maduro. Trump chamou Machado de “mulher muito agradável”, mas afirmou que ela não inspira “respeito”.

Após a audiência, Rubio terá reunião com María Corina Machado, que busca manter diálogo aberto com Washington e continuar sua tentativa de chegar ao poder na Venezuela.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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