O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados

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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cortes iniciado em 2023. A decisão foi divulgada após reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) em Washington e seguiu a expectativa do mercado financeiro.

O Fed havia reduzido a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na reunião anterior, em 10 de dezembro, totalizando três cortes consecutivos desde o início da estratégia para enfrentar um cenário econômico mais adverso. A manutenção do juro destaca que a autoridade monetária norte-americana aguarda sinalizações mais claras sobre a economia e os riscos inflacionários.

No comunicado oficial, o FOMC indicou que a geração de empregos permanece baixa, enquanto a taxa de desemprego mostra estabilidade. O colegiado assinalou que a inflação ainda está em patamar “um pouco elevado”, mantendo a incerteza sobre as perspectivas econômicas.

Segundo o Fed, a decisão de não reduzir os juros nesta sessão visa sustentar os objetivos duplos da instituição: estimular o emprego e controlar a inflação. O banco central enfatizou a necessidade de acompanhar os riscos em ambos os sentidos antes de efetuar novos ajustes na política monetária.

A política de juros dos Estados Unidos tem impacto direto no Brasil, especialmente no comportamento da Selic, a taxa básica de juros brasileira. Com os juros americanos ainda elevados, há pressão para que o Banco Central do Brasil mantenha a Selic em patamares altos por mais tempo. Além disso, a valorização do dólar, impulsionada pelos rendimentos das Treasuries, tende a enfraquecer o real e influenciar o mercado cambial brasileiro.

Desde que Donald Trump assumiu a Presidência dos EUA, em janeiro de 2025, o Fed adotou nove decisões relacionadas às taxas de juros, incluindo três cortes. O contexto econômico enfrentado foi marcado por tensões comerciais decorrentes da guerra tarifária promovida pelo governo republicano, com reflexos na inflação e no crescimento.

Trump tem sido crítico das estratégias do Fed, especialmente da liderança de Jerome Powell, indicado por ele para presidir o banco central. O presidente americano manifestou a intenção de substituir Powell após o término do mandato, previsto para maio, e já sinalizou interesse em indicar nomes alinhados à sua agenda econômica para compor a diretoria do Fed.

Além disso, Trump tem intensificado a pressão para que o Fed reduza os juros e adotado uma postura combativa em relação à instituição. Recentemente, ameaçou apresentar uma acusação criminal contra Powell referente a uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do Fed, que vem sendo investigada por procuradores federais. Powell nega as acusações e afirma que os gastos visam modernização e redução de custos.

No segundo semestre de 2025, Trump nomeou Stephen Miran para o conselho do Fed e busca abrir espaço para outros indicados, entre eles o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. A Suprema Corte dos EUA analisa recurso envolvendo a tentativa de Trump de demitir a diretora Lisa Cook, decisão que pode aumentar a influência do presidente republicano sobre o órgão.

O fortalecimento do dólar, provocado pela taxa de juros americana, impacta os mercados emergentes, reduzindo o fluxo de investimentos estrangeiros no Brasil e pressionando a inflação local. Este cenário reforça a necessidade de manutenção da política monetária mais rígida por parte do Banco Central brasileiro.

A decisão do Fed de manter os juros está em fase de análise diante das condições econômicas e dos riscos inflacionários persistentes. A instituição segue monitorando os dados de emprego e preços para avaliar possíveis alterações futuras em sua política monetária.

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Fonte: g1.globo.com

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