O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, mas indicou o início de cortes a partir da reunião de março. A decisão foi tomada com base na expectativa de que a inflação estará mais controlada, o que permitiria flexibilizar a política monetária.
A taxa Selic, principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação, permanece no maior patamar em quase 20 anos, estável desde o fim de junho passado. A decisão de manutenção foi unânime entre os membros do Copom, formado pelo presidente da autarquia e oito diretores, dos quais a maioria foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2025.
O Banco Central atua com base em um sistema de metas de inflação. Se as projeções indicam que a inflação estará dentro da meta, que em 2025 varia entre 1,5% e 4,5%, a instituição pode reduzir os juros. Caso contrário, o Copom mantém ou aumenta a Selic. A definição da taxa leva em conta projeções futuras, considerando que mudanças na Selic demoram até 18 meses para impactar plenamente a economia.
Desde o início deste ano, a inflação ficou seis meses consecutivos acima da meta, o que levou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a divulgar uma carta pública explicando os motivos. Foram apontados fatores como a atividade econômica aquecida, a oscilação cambial, o custo da energia elétrica e anomalias climáticas.
Integrantes do governo vêm defendendo a redução dos juros, argumentando que a taxa elevada tem afetado a atividade econômica. Apesar disso, o Copom optou por manter a Selic para assegurar a convergência da inflação à meta no curto prazo.
A reunião desta quarta-feira ocorreu com dois votos a menos devido às saídas dos diretores Renato Gomes e Diogo Guillen, cujas substituições ainda não foram indicadas pelo governo.
A decisão do Copom acompanha a previsão da maioria dos economistas do mercado financeiro, que antecipavam a manutenção da taxa neste encontro. Em fevereiro, o próprio Banco Central havia informado que a Selic ficaria em 15% por um “período bastante prolongado”.
O controle da inflação via taxa básica de juros é um mecanismo que impacta diretamente a população, especialmente os mais vulneráveis, ao conter as pressões sobre os preços.
Em resumo, o Banco Central mantém a Selic em 15% para observar a evolução dos indicadores econômicos, com a perspectiva de iniciar cortes a partir de março, caso a inflação confirme trajetória favorável.
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Palavras-chave relacionadas: Banco Central, Copom, taxa Selic, juros, inflação, política monetária, Brasil, economia, meta de inflação, política econômica.
Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com