O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (28) para decidir sobre a taxa básica de juros, que deve ser mantida em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O anúncio oficial da decisão está previsto para ser divulgado após as 18h.
A expectativa é de que o Copom mantenha a taxa Selic estável pela quinta reunião consecutiva, conforme indicam a maioria dos economistas do mercado financeiro. A taxa permanece em 15% desde meados de 2024 como resposta às pressões inflacionárias. O Banco Central utiliza a taxa básica de juros como instrumento para controlar a inflação, que impacta principalmente a população mais vulnerável.
Segundo projeções, a taxa Selic só deve começar a ser reduzida a partir de março de 2026, quando poderá cair para 14,5% ao ano. Essa estratégia reflete a avaliação do Banco Central, que atua com base no sistema de metas para a inflação. Caso as projeções indiquem que a inflação está dentro das metas estabelecidas, o Copom pode optar por reduzir os juros; caso contrário, mantém ou aumenta a taxa.
Desde o início de 2025, com o sistema de metas contínuas, o Banco Central fixou a meta da inflação em 3%, aceitando variações entre 1,5% e 4,5%. Em junho do ano passado, com a inflação aflorando acima desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central divulgou uma carta pública explicando as razões desse cenário.
A decisão sobre a taxa Selic é baseada em projeções futuras da inflação, não na variação recente dos preços. Isso porque os efeitos das alterações nos juros costumam demorar entre seis e 18 meses para se refletirem integralmente na economia. Atualmente, o Banco Central já analisa a trajetória da inflação para o terceiro trimestre de 2027.
O Banco Central tem afirmado que uma desaceleração econômica faz parte da estratégia para conter a inflação. Com um ritmo menor de crescimento, diminuem as pressões inflacionárias, especialmente no setor de serviços.
Na ata da última reunião do Copom, divulgada em dezembro, foi informado que o “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial, mas sem gerar pressão inflacionária excessiva.
Diversos analistas concordam com a expectativa de manutenção da taxa. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, considera que o Copom deve agir de forma conservadora em janeiro, mantendo a Selic em 15%. Ele destaca que os dados recentes de atividade econômica indicam crescimento acima do esperado, com mercado de trabalho aquecido e desemprego em níveis baixos.
Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, também prevê a manutenção da taxa nesta reunião. Segundo ele, o Banco Central deve aguardar a confirmação dos sinais econômicos antes de iniciar cortes na Selic. Sung defende uma condução prudente para garantir que as reduções aconteçam em um cenário mais consolidado, com maior segurança nas projeções inflacionárias e nas expectativas do mercado.
Assim, o Copom promove mais uma rodada de avaliação do cenário econômico, mantendo a taxa básica de juros em 15% ao ano na tentativa de controlar a inflação enquanto monitora os dados que indicarão o momento para iniciar o ciclo de redução dos juros.
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Fonte: g1.globo.com
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