A cantora e compositora Catto apresentou no dia 28 de janeiro de 2026, no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, o show “Caminhos selvagens”, baseado no álbum autoral lançado em 2025. O espetáculo marcou a estreia da artista na cidade com essa obra e destacou sua retomada do repertório autoral após projetos dedicados a outras referências musicais.
No repertório, Catto trouxe o indie rock autoral que caracteriza o álbum “Caminhos selvagens”, produzido em parceria com Fabio Pinczowski e Jojô Augusto. Desde a abertura com a faixa “Eu não aprendi a perdoar”, a cantora reafirmou a presença vocal que a definiu desde o início da carreira, consolidando sua liberdade criativa desde o álbum “Tomada” (2015).
A apresentação contou com banda formada pela baterista Michele Abu, o guitarrista Jojô Inácio, o baixista Gabriel Mayall e a tecladista Júlia Kluber, que também dividiu os vocais em algumas faixas. Esse conjunto permitiu um clima forte e intenso, mesmo nas músicas menos destacadas do disco, como “Solidão é uma festa”. O show incorporou elementos da trajetória da artista, incluindo o canto de “Saga”, música que revelou Catto ao público nacional.
Catto explorou temas como amor, sexo e liberdade afetiva, refletidos nas letras e na performance. A cantora incluiu no roteiro a faixa “Canção de engate” (1984), do português António Variações, que já havia sido reinterpretada no álbum “Catto” (2017). A apresentação também contou com momentos de interação direta com o público, que reagiu com aplausos e manifestações frequentes durante a execução das músicas.
O repertório manteve uma base autoral, mas também integrou três canções relacionadas a trabalhos anteriores ligados à música brasileira e internacional. Foram apresentadas as versões em português de “Nada mais” (Stevie Wonder), “Negro amor” (Bob Dylan, em arranjo folk) e “Vaca profana” (Caetano Veloso), que ganharam novos arranjos dentro da dinâmica do show.
A inclusão de “Bad girl”, faixa conhecida do álbum “Erotica” (1992) de Madonna, mostrou a influência e o diálogo de Catto com outras referências da música pop. Essa escolha reforçou a imagem da artista como alguém que busca expressar o desejo, o prazer e a autonomia feminina.
A apresentação de “Caminhos selvagens” destacou a trajetória de Catto, iniciada em Porto Alegre e consolidada em São Paulo, mostrando sua evolução em direção a uma postura autoral e independente. O show revelou ainda sua resistência frente às pressões do mercado fonográfico, que anteriormente tentou afastá-la de composições próprias por meio de fórmulas comerciais e releituras.
A produção musical de Fabio Pinczowski e Jojô Augusto contribuiu para a construção de um som denso e vibrante, que dialoga com o rock independente e evidencia a potência vocal da cantora. A performance reforçou a entrega da artista a uma narrativa marcada por experiências pessoais e emoções intensas.
Com essa apresentação, Catto reafirmou seu papel no cenário musical brasileiro como compositora e intérprete que busca liberdade artística e autenticidade. O show “Caminhos selvagens” reforça seu compromisso com uma expressão musical que mistura elementos do rock, da música autoral e da performance.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

