A Azul anunciou um novo empréstimo para reorganizar

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A Azul anunciou um novo empréstimo para reorganizar suas dívidas e avançar na saída do plano de recuperação judicial nos Estados Unidos. O comunicado foi feito no início de fevereiro, vinte dias depois da queda acentuada de suas ações na bolsa de valores.

Os títulos serão emitidos por uma subsidiária da Azul nos EUA, a Azul Secured Finance LLP, com garantias da própria companhia e demais empresas do grupo. O montante captado será usado principalmente para quitar um financiamento obtido durante o processo de recuperação judicial, além de apoiar a reorganização financeira de longo prazo se houver recursos remanescentes.

A empresa oferece como garantia receitas de áreas estratégicas, como o programa de fidelidade Azul Fidelidade, a Azul Viagens, a Azul Cargo, marcas da empresa, propriedade intelectual e participações em subsidiárias. Segundo a Azul, os títulos não serão vendidos ao público no Brasil nem registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Em nota, a Azul afirmou que mantém suas operações regulares e segue cumprindo as etapas previstas no plano de recuperação. A companhia também destacou seu compromisso com a transparência junto a investidores, funcionários e passageiros.

Após o anúncio, agências internacionais de classificação de risco atualizaram suas avaliações sobre a Azul. A Moody’s atribuiu nota B2 à empresa e aos novos títulos, enquanto a Fitch Ratings deu rating esperado B-. Ambas as notas indicam alto risco especulativo, mas com perspectiva estável.

De acordo com a companhia, as avaliações refletem o progresso no plano de reestruturação aprovado sob o Capítulo 11 de Falências nos Estados Unidos. Embora ainda haja riscos financeiros, a situação da empresa é considerada estável no momento.

A recuperação judicial da Azul nos EUA é um processo que permite a reorganização das dívidas enquanto mantém as operações da empresa. O novo empréstimo é parte dessa estratégia para restabelecer a saúde financeira e garantir o funcionamento contínuo do grupo.

A queda nas ações da empresa, que chegou a 90% no início de janeiro, evidenciou a pressão sobre sua situação financeira e motivou a busca por recursos adicionais para fortalecer o caixa e cumprir o acordo judicial.

A Azul opera em diversos segmentos do setor aéreo e de viagens, o que sustenta o interesse dos investidores em soluções que permitam sua recuperação e continuidade no mercado. O novo financiamento busca respaldo nesses ativos e receitas para assegurar o pagamento dos títulos.

A companhia segue monitorando o andamento do plano de recuperação judicial, que envolve negociações com credores e ajustes financeiros, com objetivo de regularizar suas obrigações e evitar insolvência definitiva.

Com a nova operação financeira, a Azul espera avançar na estabilização da empresa e retomar condições que favoreçam a retomada do crescimento sustentável após o período de reestruturação.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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