O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, definiu que Dario Durigan, atual secretário-executivo, deve assumir o comando da pasta quando ele deixar o cargo. A mudança ocorre em um momento de aprimoramento da equipe econômica para garantir continuidade na política fiscal durante o ano eleitoral.
Durigan, que está na Secretaria-Executiva desde junho de 2023, deve ser substituído por Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional. Ceron é um dos idealizadores do arcabouço fiscal e possui experiência na gestão das finanças públicas. A movimentação foi confirmada em coletiva após a Trilha de Finanças do G20.
A troca na Secretaria de Reformas Econômicas também está prevista, com Regis Dudena como possível novo titular. A vaga de Ceron, por sua vez, será ocupada por um nome interno que ainda será definido pela equipe econômica.
Dario Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UNB). Ele tem mais de 13 anos de experiência em órgãos públicos e atuou como diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil entre 2020 e 2023, onde participou de iniciativas para combater fake news, especialmente durante o ano eleitoral de 2022.
Antes disso, Durigan trabalhou com Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, quando Haddad foi prefeito. Atualmente, ele também ocupa cargos no setor privado, como membro do Conselho Fiscal da Vale e presidente do conselho de administração do Banco do Brasil.
A escolha de Durigan para assumir o ministério tem como objetivo manter a estabilidade da Fazenda e evitar interferências políticas em um ano eleitoral. O ministro Haddad pretende apoiar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não pretende disputar as eleições. Apesar disso, o presidente Lula já conversou com Haddad para que ele considere concorrer ao governo de São Paulo.
Rogério Ceron, que assume a Secretaria-Executiva da Fazenda, terá a tarefa de garantir a continuidade das políticas fiscais, mantendo o compromisso da equipe econômica com as metas de consolidação fiscal definidas pelo governo. A manutenção dos quadros técnicos demonstra a intenção do governo de preservar a confiança do mercado.
Essa reorganização na Fazenda ocorre em meio a pressões típicas de um ano eleitoral, com o governo buscando equilíbrio entre estabilidade econômica e as demandas políticas. Além das mudanças na equipe, o governo sinaliza que não haverá alterações significativas na política fiscal vigente.
A expectativa é que a nova configuração da equipe econômica seja anunciada oficialmente nos próximos dias, conforme os ajustes finais sejam definidos internamente. Essa movimentação integra uma estratégia maior do Planalto para fortalecer a base técnica do Ministério da Fazenda durante um período de intensas negociações políticas e desafios econômicos.
Palavras-chave relacionadas: Fernando Haddad, Dario Durigan, Rogério Ceron, Ministério da Fazenda, equipe econômica, arcabouço fiscal, política fiscal, governo Lula, ano eleitoral, Secretaria-Executivo, Secretaria de Reformas Econômicas.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

